“Não creio que possamos esperar nada de positivo”: Rússia acredita que relações com Reino Unido possam piorar ainda mais com o novo líder

Esta segunda-feira, será conhecido o novo Primeiro-ministro do Reino Unido, sendo que tudo aponta para que a atual ministra dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, será a nova líder britânica.

Filipe Pimentel Rações

Esta segunda-feira, será conhecido o novo Primeiro-ministro do Reino Unido, sendo que tudo aponta para que a atual ministra dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, será a nova líder britânica.

Momentos antes do anúncio, a Rússia já fez saber que as relações com o Reino Unido, que sob a liderança de Boris Johnson tem sido uma das vozes mais sonantes de apoio à Ucrânia, poderão vir a piorar com o novo governo britânico.



Apesar de Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmar que “não quero dizer que as coisas podem mudar para pior, porque é difícil prever que as coisas piorem”, salienta que “infelizmente, isso não pode ser afastado”, dado que os concorrentes ao cargo de Primeiro-ministro já assumiram posições duras contra a Rússia, no que Moscovo considera ser “retórica anti-russa”.

“Assim, não creio que possamos esperar nada de positivo”, assume Peskov, citado pela agência ‘Reuters’.

Em fevereiro, Truss viajou até à Rússia, onde se encontrou com o homólogo Sergei Lavrov, que considerou a reunião como uma conversa infrutífera, em que as preocupações russas não colheram qualquer acolhimento por parte da chefe da diplomacia britânica.

As relações entre o Reino Unido e a Rússia têm sido, ao longo dos últimos anos, marcadas pela tensão e pela falta de entendimento, e agudizaram-se significativamente depois de em 2006 um ex-operacional dos serviços secretos russos, Aleksander Litvinenko, ter sido envenenado em solo britânico.

Também em 2018, um incidente semelhante azedou ainda mais as relações russo-britânicas, depois da tentativa de assassinato do ex-espião russo Sergei Skripal e da filha com o agente nervoso Novichok, na cidade de Salisbury, que foi atribuída ao Kremlin, visto que esse composto químico só é desenvolvido e usado por Moscovo, quer durante o período soviético, quer durante a liderança de Putin.

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