Rui Santos Ivo, presidente do Infarmed, esclareceu a utilização das vacinas adaptadas na nova campanha de vacinação do outono, que vai arrancar no próximo dia 7, que foram aprovadas pela EMA na passada 5ª feira. “Há vacinas adaptadas suficientes para o nosso plano de vacinação”, garantiu. “Há mais de 600 mil vacinas disponíveis na primeira semana.”
“As vacinas adaptadas contra a Covid-19, aprovadas ontem pela Comissão Europeia, e que vão fazer parte da nossa campanha de vacinação, no fundo trata-se da atualização das duas vacinas autorizadas anteriormente e são comercializadas pela Pfizer e Moderna. As novas vacinas incluem na sua composição, em partes iguais, as componentes originais que têm como alvo a produção de anticorpos para a estirpe original da SARS-CoV-2 e uma segunda componente contra a variante Ómicron”, explicou o responsável.
“Pretende-se alargar o espectro de proteção contra a Covid-19”, frisou Rui Santos Ivo. “Os dados clínicos indicam que se observa uma melhor resposta imunitária. Ou seja, a resposta à variante Ómicron é superior à observada das vacinas originais mantendo a resposta contra a estirpe original. Ambas as vacinas são apenas como dose de reforço em pessoas com 12 ou mais anos”, apontou.
“Os perfis de segurança e tolerabilidade para ambas as vacinas adaptadas mostraram ser equivalentes aos observados com a dose de reforço da vacina original, isto é, as reações adversas são semelhantes”, frisou.
Quanto à disponibilidade da vacina, um dia depois de ter sido aprovada pela EMA, Rui Santos Ivo explicou que a “Comissão Europeia celebrou contratos de aquisição antecipados em 2021. No âmbito destes contratos, foram desenvolvidos procedimentos para que os volumes de vacinas pudessem ser disponibilizados agora já como vacinas adaptadas. Dessa forma, permitiu-nos dispor destas vacinas depois da sua aprovação. Em Portugal, as duas vacinas começarão já a ser entregues na próxima semana”, finalizou.




