Dados de relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que mais de 10 mil grávidas estrangeiras, maioritariamente oriundas dos países de África com língua oficial portuguesa, dão à luz todos os anos nas maternidades portuguesas.
Entre 2017 e 2018, morreram 26 mulheres durante o período gestacional, no parto ou 42 após terem dado à luz, avança a ‘CNN Portugal’. Seis provinham de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), duas de outras nacionalidades e 18 portuguesas.
As informações avançadas apontam que as mulheres que chegam a Portugal de países africanos ou asiáticos, por não terem tido acesso a um acompanhamento de qualidade durante o período de gestação, enfrentam uma probabilidade três vezes maior do que as portuguesas de morrerem devido à gravidez.
A apesar de, no período em análise, as mulheres estrangeiras em Portugal terem representado 10% do total de nascimentos a nível nacional, representaram também 31% do total de óbitos de grávidas no país.
Esta quinta-feira, foi noticiado que o chamado “turismo de nascimento” é uma tendência em franco crescimento, visto que o número de grávidas que vem a Portugal para dar à luz tem vindo a crescer nos últimos anos. Em 2018, 9.757 mulheres deram à luz no país, ao passo que esse número foi de 10.808 em 2020.



