Foram agredidos, em 21 anos de serviço, 19.744 agentes da PSP e da GNR, o que conduz a uma média de 75 incidentes por mês, uma a cada 10 horas, revelou esta terça-feira o ‘Correio da Manhã’, segundo dados compilados pelo Sindicato Independente de Agentes da PSP (SIAP).
Miguel Rodrigues, diretor social do SIAP, garantiu que o estudo será apresentado esta 5ª feira durante um congresso em Mafamude, em Vila Nova de Gaia, e com o depoimento de polícias agredidos. “O estudo alargou-se a outras três forças de segurança: Polícia Judiciária, SEF e Polícia Marítima, só após 2010, recorrendo ao Relatório Anual de Segurança Interna. Desde então houve uma média de 73 agressões anuais aos efetivos destas forças de segurança”, referiu o responsável.
“Defendemos o uso de bodycams e de armas elétricas como mecanismos atordoantes”, frisou Carlos Torres, presidente do SIAP, que pretende que os agressores de polícias sejam obrigados a indemnizar não só o agente atacado mas também a PSP, “pelo prejuízo de ficar sem o operacional” agredido.
O Sindicato Independente de Agentes da PSP defendeu ainda a criação de tribunais especializados para os crimes. “Além de secções especializadas do Ministério Público”, adiantou o responsável, sublinhando que outra das medidas preventivas dos efeitos das agressões nos polícias poderá passar “pelo pedido à tutela da criação de uma bolsa que garanta aos polícias agredidos o pagamento dos gratificados que deixam de poder fazer”, explicou.





