Mortalidade já está “acima do esperado” e onda de calor pode agravar situação

Temperaturas podem chegar aos 46 graus em alguns locais esta semana e agravar excesso de mortalidade.

Revista de Imprensa

Os níveis de mortalidade por todas as causas em Portugal já se encontram acima do esperado, um problema que pode agravar-se com a onda de calor prevista para esta semana, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

Segundo a mesma publicação, que cita dados do sistema de vigilância da mortalidade eVM, no domingo esse indicador estava “acima do esperado”, registando um total de 680 óbitos.



Perante este número, o matemático Carlos Antunes calcula um excesso, face à média 2015-2019, de 84 óbitos no sábado e de 92 no domingo, o que significa, retirando as mortes por Covid-19, que há um excesso de 140 óbitos.

Desde o início da semana passada que se verifica “uma tendência de excesso que se acentuou nos dias 9 e 10”, sendo que “sempre que há uma onda de calor, há picos de mortalidade”, aponta o especialista ao ‘JN’.

Assim, tendo em conta as previsões de tempo quente para os próximos dias, com regiões a chegar mesmo aos 46 graus, “é expectável que se registem 80 a 100 óbitos acima da média”, sublinha.

A par disso, outro fator que que aponta para o possível agravamento da mortalidade é o Índice Ícaro, que integra o Plano de Contingência da Ondas de Calor. Um valor igual ou superior a 1 “indica que se espera um efeito sobre a mortalidade significativo”, revela fonte do INSA ao jornal.

Às 15.30 horas de ontem, o Ícaro estava nos 0,68 para hoje e 1,05 para amanhã. A 7 de julho de 2013, quando uma onda de calor causou quase 1700 mortes, o mesmo índice chegou aos 11,79.

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