Ensaio Audi A6 50TFSI QUATTRO e – Ligado à corrente

Ter um motor híbrido com 55km de autonomia e 299cv, à partida, podemos referir que se trata de um automóvel rápido. E o A6 é isso mesmo, rápido, mas não brusco, desenhado para ser conduzido, mas não para ser pilotado

Executive Digest

Por Jorge Farromba

O A6 é atualmente o modelo mais parecido com o bem desenhado A8. Ao vê-la, percecionamos robustez, elegância, exclusividade e desportividade. E, não é fácil conseguir recriar a partir de um esboço no papel estes atributos. Muito deste modo alemão de desenhar e fabricar automóveis permite a certas marcas apresentar – com pequenas variações – modelos cuja curva da idade é mais demorada.



Feita esta apreciação que tem sempre uma leitura muito pessoal, referir que o A6 recorre à à plataforma MLB, a mesma dos seus primos do grupo e que permite, com isso, apresentar um grande espaço interior que se sente assim que nos sentamos, todo ele muito bem construído e à prova de ruídos parasitas. Em termos de tablier e consola central a mesma é … bonita e elegante. É mesmo! O traço do tablier segue o desenho minimalista que aprecio – traço retilíneo. O ecrã central bem posicionado, com uma boa usabilidade, a user-experience do mesmo é clean. Já o mesmo se pode dizer do segundo ecrã, abaixo do central, para acomodar as funções do AC e, bem enquadrado na consola – o que retira espaço para o telemóvel que passa a ter lugar no apoio de braços (onde está o carregador) – uma maneira inteligente de não haver distrações ao volante.

Toda a perceção de conforto e ergonomia que se sente ao abrir a porta do condutor, facilmente se assimila assim que nos sentamos ao volante do A6, onde todos os botões e elementos se enquadram e encaixam na nossa área envolvente. Uma referência para os botões hápticos dos monitores onde, não basta tocar no botão mas é necessário pressionar o mesmo para existir a ação pretendida. Atrás, encontramos bastante espaço interior e também – novamente – quase um decalque do A8, de onde parece (e bem) que o A6 foi buscar inspiração – desde as saídas de ar no pilar B e na consola central traseira, com seleção individual da temperatura.

E, em estrada?

Bom, ter um motor híbrido com 55km de autonomia e 299cv, à partida, podemos referir que se trata de um automóvel rápido. E o A6 é isso mesmo, rápido, mas não brusco, desenhado para ser conduzido, mas não para ser pilotado, muito embora o eixo traseiro direcional, a tração às quatro rodas, a eficácia das suspensões com amortecimento adaptativo, prefigurem um comportamento de exceção. O A6 desliza na estrada, mesmo no mau piso; é rápido nas acelerações – podemos utilizar as patilhas no volante e/ou os vários modos de condução (desde o mais ecológico ao modo sport) para este automóvel nos embalar, transportar ou carregar de adrenalina, quando decidimos pisar o pé do acelerador.
Em resumo, tanto podemos ser conduzidos como fazer curvas encadeadas esquecendo o tamanho do modelo, com total competência.

Por fim, e falando do pacote tecnológico presente. Não precisamos neste como já há muito tempo em muitos modelos, mesmo citadinos, ou do segmento de entrada, de citar elementos como o cruise control, a monitorização da estrada, os sensores. Tudo isso está presente e bem parametrizado.

Em termos de consumos, usando e abusando do motor (sem a ajuda elétrica) conseguimos conviver bem com os 9,8 a 10,3 litros de média que baixam em condução… dita normal.

Com este PHEV como as emissões de CO2 são inferiores a 50 g/km e a autonomia elétrica é superior a 50 km, permite que, a ser adquirido por empresas, estas beneficiem do apoio de 75% no valor do ISV.

Preço final:75.000€

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