Moção de censura do Chega ao Governo é debatida hoje no Parlamento com chumbo à vista

Confirmou hoje a reunião extraordinária da conferência de líderes parlamentares.

Executive Digest com Lusa

A moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega vai ser debatida na Assembleia da República esta quarta-feira, confirmou ontem a reunião extraordinária da conferência de líderes parlamentares.

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou na sexta-feira a apresentação de uma moção de censura ao Governo, uma iniciativa que está à partida chumbada dado que o PS dispõe a maioria absoluta dos deputados à Assembleia da República.



Para além disso, os Grupos Parlamentares do PCP e do BE vão votar contra a moção de censura. Iniciativa Liberal e PSD vão abster-se, o que significa que não deverá haver hipóteses de aprovação.

Numa resposta enviada à Lusa, o PCP demarca-se da iniciativa apresentada pelo partido de André Ventura e fonte de bancada comunista argumenta que “a moção apresentada pelo Chega não propõe soluções” para os problemas que o país enfrenta.

Também o BE vai votar contra, adiantou fonte oficial bloquista à agência Lusa. No domingo, no final da Mesa Nacional do BE, a líder bloquista, Catarina Martins, tinha sido questionada pelos jornalistas sobre esta moção de censura, afirmando que “as críticas que o Bloco de Esquerda faz ao Governo não se confundem em nada com as estratégias mais ou menos oportunistas do Chega”.

Já o PSD anunciou ontem que irá abster-se na votação. Em comunicado, o PSD informa que a deliberação foi tomada “hoje pela Comissão Permanente Nacional do PSD e remetida à direção do Grupo Parlamentar do PSD”. “Informa-se que a bancada do PSD se irá abster na votação da moção de censura que será discutida esta quarta-feira”, refere a nota à imprensa.

A mesma posição foi anunciada horas antes pela Iniciativa Liberal. “Amanhã (quarta-feira) iremos abster-nos. Há uma grande diferença entre a IL e o Chega, bem patente nesta moção de censura”, afirmou Rodrigo Saraiva, em declarações aos jornalistas, no parlamento.

André Ventura justificou a apresentação de moção de censura com um conjunto de situações que passam pelo “caos absoluto na saúde”, as opções do Governo face ao aumento dos preços dos combustíveis, culminando no “ato politicamente mais grave” envolvendo o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que, disse, “acabou politicamente” na quinta-feira.

“Se forem substituídos os ministros da Saúde e das Infraestruturas, o Chega retirará a moção de censura”, declarou André Ventura numa conferência de imprensa na Assembleia da República.

O líder do Chega disse ter comunicado esta iniciativa do seu grupo parlamentar ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva.

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