É possível revolucionar o setor dos seguros com o metaverso? A Minsait elaborou um um novo estudo onde prova que sim e explica como. O objetivo é gerar futuros negócios e novos modelos de trabalho no metaverso para o setor dos seguros onde as seguradoras podem encontrar novos canais de interação com os seus profissionais e segurados, bem como, encorajar a sua atividade empresarial.
Estas conclusões foram obtidas num estudo apresentado em conjunto com a ICEA (Investigación Cooperativa entre Entidades Aseguradoras y Fondos de Pensiones), chamado ‘Insurance Metaverse: novas realidades, novas oportunidades‘. Aqui, aborda-se quais os desafios colocados às seguradoras quando entram neste ambiente digital e as ferramentas que facilitarão a sua rentabilidade, tal como os possíveis desafios envolvidos no crescimento no metaverso e na garantia da sua convergência com o mundo real.
De acordo com declarações de Andrés Duque, diretor dos Serviços Financeiros da Minsait, “é importante analisar o seu impacto nos produtos e processos. Aspetos como a propriedade privada dentro do metaverso, a transferência de valor para o plano digital sob a forma de criptoativos e NFTs, a nova responsabilidade civil ou os modelos de relação com o cliente proporcionarão uma adaptação da oferta e da própria gestão do negócio que as companhias de seguros terão de começar a abordar”.
O responsável sublinha, ainda, que para alcançar uma evolução real e rentável no metaverso, a chave, reside na inovação tecnológica. As companhias de seguros já são conscientes e compreendem o impacto que os avanços na Realidade Aumentada (VR/AR) tem também de se relacionar com este ambiente. O 5G/6G pode ainda ser um potenciador de ligações e relações em tempo real e as tecnologias como a Inteligência Artificial, serão uma realidade.
Destacam-se ainda outras evoluções digitais como a Blockchain, que têm um grande potencial para permitir modelos seguros e fiáveis de
transferência de valor ou economias digitais descentralizadas em mundos virtuais.
O estudo conta com a participação de 64 entidades, representando uma quota de mercado de cerca de 70% do volume de prémios no setor dos seguros que, em 2021, ascendeu a 61,831 milhões de euros, de acordo com as próprias estimativas da ICEA.











