Petrobras com lucros recorde no terceiro trimestre

A petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou hoje um lucro líquido de 46,1 mil milhões de reais (9,2 mil milhões de euros) no terceiro trimestre do ano, um recorde para o período.

Executive Digest com Lusa

A petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou hoje um lucro líquido de 46,1 mil milhões de reais (9,2 mil milhões de euros) no terceiro trimestre do ano, um recorde para o período.

Este valor representa um aumento de 48% em relação ao período homólogo de 2022.



Ainda assim, os ganhos do terceiro trimestre, foram 15,2% inferiores aos do segundo trimestre, que já tinham sido também um recorde para o período, assim como o primeiro trimestre.

De janeiro a setembro, a maior empresa petrolífera brasileira obteve um lucro líquido de 144,9 mil milhões de reais (29 mil milhões de euros), 92,9% superior ao acumulado entre Janeiro e Setembro de 2021 e o mais elevado de toda a sua história.

Os lucros da empresa até setembro excedem os obtidos em todo o ano de 2021, quando alcançou o maior lucro líquido anual da sua história, de acordo com o balanço financeiro divulgado na quinta-feira.

Embora a produção e vendas da empresa tenham diminuído em volume em relação ao ano passado, a Petrobras alcançou o seu lucro recorde graças principalmente ao forte salto no preço internacional do petróleo bruto, que beneficiou as exportações e também as vendas no Brasil, uma vez que o preço interno dos combustíveis é igualado pelo preço externo.

A Petrobras, uma empresa controlada pelo Estado com ações negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova Iorque e Madrid, explicou que o preço médio de um barril de crude Brent saltou 55,5%, de 67,73 dólares nos primeiros nove meses de 2021 para 105,35 dólares entre janeiro e setembro deste ano.

O aumento dos lucros e a redução da dívida permitiram à empresa anunciar na quinta-feira que irá distribuir dividendos de 43,7 mil milhões de reais (cerca de 8,75 mil milhões de euros) aos seus acionistas pelos lucros do terceiro trimestre.

Com a nova autorização, os lucros distribuídos pela Petrobras este ano ascendem a um valor recorde de 145 mil milhões de reais (cerca de 28 mil milhões de euros), dos quais cerca de um terço 60 mil milhões permaneceram nas mãos do Estado.

Esta distribuição dos lucros aos acionistas foi criticado pela equipa do Presidente brasileiro eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

A empresa estatal disse que os dividendos serão distribuídos aos seus acionistas em duas prestações iguais a serem pagas em dezembro, ou seja, enquanto o Governo de Jair Bolsonaro ainda estiver em funções, e em janeiro, após a tomada de posse de Lula.

As ações da companhia petrolífera são negociadas em bolsa, mas o seu controlador é o Estado, que, como acionista maioritário, tem direito a pouco mais de um terço destes dividendos (36,61%).

A decisão gerou controvérsia porque a equipa económica de Lula afirma que tais dividendos teriam de ser distribuídos no próximo ano e que a empresa decidiu adiantar parte deles para financiar o aumento da despesa pública ordenado por Bolsonaro durante a sua campanha de reeleição.

Na sua declaração, a empresa argumentou que a distribuição de dividendos é “compatível com a sustentabilidade financeira da empresa”.

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