O fundo EIG entrou na divisão de upsteam da Repsol, dedicada à exploração e extração de hidrocarbonetos. Com esta operação, a petrolífera cedeu 25% de participação à EIG por 4.850 milhões de euros.
O fundo, especializado em infraestruturas e energia, irá pagar 3.430 milhões de euros por um quarto das ações da Repsol Upstream e assumirá 1.400 milhões de dívida. Espera-se que a transação seja concluída nos próximos seis meses, depois das aprovações regulamentares habituais.
“Este acordo pioneiro permite-nos manter a direção estratégica da unidade upstream e, ao mesmo tempo, impulsionar a transformação da empresa e o seu perfil multienergético para atingir zero emissões líquidas até 2050”, disse o CEO da Repsol, Josu Jon Imaz.
Por sua vez, R. Blair Thomas, presidente e CEO da EIG, disse estarem “ansiosos para trabalhar com a Repsol, uma operadora de referência global e líder na transição energética, para continuar a desenvolver as melhores práticas ESG”.
A operação não implicará ganhos de capital para a Repsol, mas permitirá reduzir a sua dívida, realizar novos investimentos e, ao mesmo tempo, que obtém fundos para investir na transição energética.
A América do Norte será o foco da empresa, onde preveem produzir 570 mil milhões de barris até 2022 e 2,3 mil milhões de barris de óleo equivalente em reservas, a maioria (70%) na forma de gás natural. No que respeita à força de trabalho, equipa de gestão e plano de negócios, estes serão mantidos.




