Taxa de juro média nos novos empréstimos à habitação sobe em julho para máximo desde 2016

A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação aumentou em julho para 1,88%, contra 1,47% em junho, a maior subida mensal desde 2003 e o valor mais alto desde agosto de 2016, divulgou hoje o BdP.

Executive Digest com Lusa

A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação aumentou em julho para 1,88%, contra 1,47% em junho, a maior subida mensal desde 2003 e o valor mais alto desde agosto de 2016, divulgou hoje o BdP.

“A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação subiu para 1,88% (1,47% em junho), registando a maior subida mensal da taxa de juro média destes empréstimos desde o início da série estatística em 2003”, avança o Banco de Portugal (BdP) na nota mensal de informação estatística relativa às taxas de juro e montantes de novos empréstimos e depósitos.



Segundo refere, “esta evolução está em linha com a subida das taxas médias da Euribor em junho, pois existe, tipicamente, um desfasamento de um mês entre as taxas de juro Euribor e o seu reflexo nas taxas de juro aplicadas”.

Em julho, mais de metade do montante dos novos empréstimos à habitação utilizou como indexante a Euribor a 12 meses, cujo valor médio subiu de 0,29% em maio, para 0,85% em junho.

Já nos novos empréstimos ao consumo, a taxa de juro média aumentou para 7,88% (7,79% em junho).

Segundo os dados hoje divulgados pelo BdP, os bancos concederam em julho um total de 1.963 milhões de euros de novos empréstimos aos particulares, menos 138 milhões de euros do que em junho.

Deste valor global, 1.345 milhões de euros corresponderam a crédito à habitação, 454 milhões de euros a crédito ao consumo e 164 milhões de euros a crédito para outros fins. Os valores registados em junho tinham sido, respetivamente, 1.402, 484 e 215 milhões de euros.

No que se refere ao montante de novos depósitos de particulares, aumentou em julho para 3.854 milhões de euros (3.707 milhões de euros em junho), tendo a taxa de juro média subido, pelo segundo mês consecutivo, para 0,09%.

“Do montante de novos depósitos constituídos em julho, 88% foi aplicado em depósitos a prazo até um ano, cuja taxa de juro média foi igualmente de 0,09%”, refere o banco central, precisando que “a taxa de juro média destes depósitos sobe pelo segundo mês consecutivo, após nove meses em que se manteve em 0,04%”.

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