Qual a “fórmula de sucesso” das empresas familiares?

Um estudo recente debruçou-se sobre o “segredo” por trás da longevidade e da capacidade em continuar a crescer com sucesso, década após década, e de geração em geração, das empresas familiares.

André Manuel Mendes

Um estudo recente debruçou-se sobre o “segredo” por trás da longevidade e da capacidade em continuar a crescer com sucesso, década após década, e de geração em geração, das empresas familiares.

Na edição de 2022 do Barómetro Global das Empresas Familiares da KPMG, participaram cerca de 2.500 empresas familiares, a nível internacional, distribuídas por 70 países, e os resultados destacaram que o bom desempenho pode ser atribuído às características e às competências da liderança das novas gerações menos avessas ao risco do que os seus antecessores.



“De acordo com as conclusões do barómetro, quando o espírito empreendedor e o vínculo emocional à empresa são elevados, todos os outros elementos do desempenho da empresa funcionam de maneira exemplar. Embora a fórmula do sucesso das empresas familiares seja baseada nas características singulares deste tipo de empresas, também há muitas lições para empresas não familiares que poderão ser aprendidas. Quando o empenho e o trabalho são de excelência, e quando adotamos uma visão holística de estratégia e de desempenho e atribuímos igual importância ao negócio, aos colaboradores e à componente social, existe claramente uma maior probabilidade de sucesso”, afirma Vitor da Cunha Ribeirinho, CEO/Chairman da KPMG Portugal.

O barómetro da KPMG destaca três fatores que potenciam a capacidade de regeneração das empresas familiares:

 

  1. Espírito empreendedor: Manter o espírito empreendedor do fundador é uma das principais razões que mantém viva a atitude inovadora.
  2. Riqueza socio-emocional: O controlo e a influência que a família exerce permitem uma tomada de decisão rápida, algo que é difícil de replicar em empresas não familiares.
  3. Liderança motivacional: Um líder transformacional e carismático gera tem um papel fundamental no sucesso da empresa.

 

Outra das conclusões retiradas do Barómetro Global das Empresas Familiares da KPMG é que a proatividade dos CEO das empresas familiares portuguesas é elevada. 60% refere que tem níveis elevados de proatividade e 33% tem níveis médios.

As empresas familiares portuguesas e europeias são também mais conservadoras, pois apenas 28% das inquiridas nacionais e 25% das europeias assumem ter um nível elevado de risco, enquanto apenas 31% das empresas em Portugal admitem que o seu nível de risco é médio, comparativamente aos 34% dos líderes europeus.

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