Numa altura em que o conflito entre a Ucrânia e a Rússia está a aumentar e a inflação dos alimentos e das matérias-primas agrícolas estão a registar subidas acentuadas, o preço do milho atingiu na segunda-feira o nível mais elevado desde setembro de 2012.
Os contratos do futuro do milho para julho negociaram acima de 8 dólares por alqueire, sendo assim um máximo de cerca de 9 anos, face ao valor de 6 dólares por alqueire a que negociavam no início de 2022, segundo a ‘CNBC’.
A Ucrânia é um dos principais exportadores de trigo e óleo de girassol e, em 2019, uma das suas maiores fontes de receitas foi o milho, representando cerca de 4.800 milhões de dólares em vendas externas. Já a Rússia é um dos principais produtores de trigo e de muitos produtos usados em fertilizantes agrícolas.
Esta subida acontece numa altura em que todas as commodities estão a aumentar de forma generalizada devido à guerra na Ucrânia, e o milho não é exceção.
No entanto, antes de Vladimir Putin decidir invadir o país vizinho, as commodities relacionadas com a agricultura já estavam sob pressão devido aos problemas das cadeias de fornecimento e aos custos elevados de transportes causados pela inflação elevada.
Esta terça-feira, os líderes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial pediram uma ação rápida para travar a crise alimentar que afeta os mais pobres e que resulta da subida de preços com a guerra na Ucrânia.
“Os ensinamentos mais importantes que tiramos é que atuar de forma rápida e coordenada é essencial para manter o comércio livre a funcionar, para apoiar as famílias mais vulneráveis e para assegurarmos que há uma oferta suficiente de produtos agrícolas”, afirmou diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.
“A invasão da Ucrânia pela Rússia provocou enormes ameaças para a segurança alimentar e nutricional do mundo a curto prazo”, afirmou o líder do Banco Mundial, David Malpass.













