Se não fosse a guerra, emprego poderia crescer quase 30% no segundo semestre, revela estudo

Um estudo realizado no mês de janeiro junto de 504 empregadores mostrou que 44% dos empregadores nacionais iriam criar novos postos de trabalho, 15% planeavam diminuir a sua força de trabalho e 39% projetavam manter as suas equipas como estão hoje. No entanto, começou a guerra.

André Manuel Mendes

Um estudo realizado no mês de janeiro junto de 504 empregadores mostrou que 44% dos empregadores nacionais iriam criar novos postos de trabalho, 15% planeavam diminuir a sua força de trabalho e 39% projetavam manter as suas equipas como estão hoje. No entanto, começou a guerra.

Esas são as conclusões do ManpowerGroup Employment Outlook Survey que mostra ainda que os setores da restauração e hotelaria (+43%,), de tecnologias de informação, telecomunicações, comunicação e media (+40%), e do comércio grossista e retalhista (+37%) apresentavam as projeções mais otimistas.

Fonte: ManpowerGroup Employment Outlook Survey

“Partindo de uma análise pré-conflito, o sentimento dos empregadores portugueses era muito positivo”, disse Rui Teixeira, Chief Operations Officer do ManpowerGroup Portugal, acrescentando que apesar dos desequilíbrios nas cadeias de abastecimento e da pressão inflacionista, as perspetivas de crescimento da atividade económica eram positivas.

No entanto, “a guerra na Ucrânia veio agravar esses sinais de incerteza, com a subida na inflação e a redução do PIB da zona Euro já confirmados pelo BCE. Não obstante, as políticas que começam a ser propostas para limitar o impacto nos setores mais expostos à subida nos preços de combustíveis, energia e matérias-primas, tanto a nível nacional como na União Europeia, poderão mitigar os efeitos na economia como um todo e na criação de emprego”, sublinhou.

A análise sublinha ainda que todas as regiões de Portugal avançavam crescimentos nas contratações para o período de abril a março de 2022, no entanto o Grande Porto indicava a projeção para a criação líquida de emprego mais robusta, de +43%. Em oposição a região Norte era a que apresentava perspetivas menos otimistas para este trimestre.

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