O Comité de Investimento do Credit Suisse (IC) decidiu aumentar as ações dos EUA e China para overweight nas suas carteiras, três meses depois de decisão inversa.
A decisão foi tomada durante uma reunião ad-hoc do Comité de Investimento do Credit Suisse, onde ficou decidido que tanto nos mercados desenvolvidos como emergentes, as ações chinesas veriam aumentadas as recomendações como forma de apoiar a economia.
“Consideramos que as ações chinesas oferecem um potencial de crescimento atrativo, com valorizações que ainda se encontram em baixa. Os esforços para conter o atual surto de Covid-19 terão provavelmente um impacto mais limitado do que em 2020 e 2021, permitindo à economia mostrar resiliência à custa de políticas económicas e reguladoras mais favoráveis”, disse o Credit Suisse em comunicado.
O comité elevou também as recomendações das ações dos EUA, sublinhando a resiliência no cenário dos acontecimentos na Rússia se agravarem ainda mais.
Recorde-se que em dezembro o Credit Suisse tinha baixado as ações globais para “neutras”, com os receios dos aumentos das taxas juro e da prevalência da variante Omicron que na altura estava a disseminar-se em todo o continente.
No que respeita às obrigações do Tesouro, estas foram mantidas em underweight, isto porque depois de alguma estabilização, voltaram a estar sob pressão à medida que a elevada inflação e a perspetiva de taxas mais elevadas começaram a assolar os mercados. “Esperamos que os retornos a longo prazo aumentem ainda mais em linha com as crescentes perspetivas de taxas curtas e, por conseguinte, mantemos as títulos do tesouro em underweight”, pode ler-se no comunicado.














