Saiba que mercados deve acompanhar na próxima semana

Espera-se que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia continue a ser o principal “driver” para os mercados nos próximos dias, sendo que o índice RUS50, ouro e o brent (OIL) continuam a ser os mercados mais expostos às atuais tensões no leste da europa.

Executive Digest

Esta semana ficou marcada pela concretização do pior cenário em torno das tensões no leste da Europa. A Rússia deu início à invasão militar na Ucrânia no final da semana. A primeira reação de pânico nos mercados caiu logo sobre os ativos de risco, mas os mercados acabaram por recuperar ligeiramente depois de Joe Biden ter avançado com sanções menos severas à Rússia. Espera-se que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia continue a ser o principal “driver” para os mercados nos próximos dias, sendo que o índice RUS50, ouro e o brent (OIL) continuam a ser os mercados mais expostos às atuais tensões no leste da europa.

 



RUS50

O índice bolsista Russo caiu mais de 40% na quinta-feira após a invasão inesperada por parte da Rússia na Ucrânia, à medida que os investidores começaram a liquidar as suas posições nas empresas russas em antecipação às sanções ocidentais. Contudo, metade das perdas acabaram por ser recuperadas esta sexta-feira. No entanto, as sanções por parte do Ocidente à Rússia só terão mais impacto se a invasão Russa tomar outras proporções. Pelo que, o RUS50 continuará exposto a períodos de maior volatilidade, enquanto a atual situação não estiver resolvida.

 

OURO

O preço do ouro também reagiu em alta e chegou a ultrapassar a marca dos $1,950. No entanto, o preço acabou por recuar e anular todas as ganhos registadas no dia da invasão russa à Ucrânia, voltando a posicionar-se abaixo dos $1.900. Por um lado, o ouro continua a captar o interesse dos investidores uma vez que atua como ativo de refúgio, e enquanto o clima de instabilidade prevalecer, a procura pelo metal precioso deverá continuar.

Por outro lado, os períodos de guerra contribuem para períodos de maior inflação. Apesar das atuais circunstâncias, os investidores continuam preocupados com o facto de a inflação permanecer elevada.

 

PETRÓLEO (BRENT)

Os preços do petróleo ultrapassaram a marca dos 100 dólares por barril pela primeira vez desde 2014 devido às preocupações com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, uma vez que o conflito poderá provocar novas perturbações nas cadeias de distribuição. Além disso, os preços do petróleo acabaram por recuperar parte dos ganhos desta sexta-feira.

 

Por analistas XTB

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