‘Barões mundiais’ do petróleo reúnem-se hoje mas torneiras vão continuar fechadas apesar da pressão, alertam especialistas

Os preços do petróleo WTI bateram novos máximos, desde 2014, enquanto o Brent disparou, como não era visto desde 2018. A OPEP+ reúne-se hoje, mas para vários especialistas, contactados pela imprensa internacional, “a crise energética vai manter-se até 2022, já que o grupo de produtores vai manter as torneiras fechadas apesar da pressão internacional”.

Fábio Carvalho da Silva

Os preços do petróleo WTI bateram novos máximos, desde 2014, enquanto o Brent disparou, como não era visto desde 2018. A OPEP+ reúne-se hoje, mas para vários especialistas, contactados pela imprensa internacional, “a crise energética vai manter-se até 2022, já que o grupo de produtores vai manter as torneiras fechadas apesar da pressão internacional”.

“Por enquanto, acreditamos que a OPEP + não vai mudar de posição, aproveitando os preços elevados para melhorar as contas fiscais”, escreveu Edward Bell, diretor de economia do banco Emirates NBD, com sede em Dubai, numa nota emitida esta quinta-feira.



Apesar de tudo, EUA, Índia e Japão não cruzam os braços e tentam pressionar a OPEP+. “Ainda não damos como certo que a OPEP+ continue sem aumentar a produção. Há famílias que precisam de gasóleo e de gasolina para sobreviver, acreditamos e esperamos que o grupo tenha este tipo de fatores em atenção”, afirmou Joe Biden no domingo, durante a reunião do G20.

 

O petróleo Brent foi para lá dos 86 dólares por barril no final de outubro, uma alta de três anos, e subiu mais de 60% somente neste ano.
O “ouro negro” de referência para o mercado europeu caiu nos dias anteriores à reunião dos produtores petrolíferos , estando esta quinta-feira a ser negociado nos 81,86 dólares por barril.
O West Texas Intermediate subiu mais de 70% este ano e atingiu seus níveis mais altos em sete anos, tendo recentemente atingindo os 85 dólares por barril.
Esta quinta-feira, o WTI está a ser negociado nos 80,44 dólares por barril, no mercado nova iorquino. A gasolina americana também está a bater numa alta de sete anos.
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