A análise de Pedro Afonso, CEO da Vinci Energies Portugal
Um testemunho recente do Vice Almirante Gouveia e Melo ainda está presente na minha cabeça. Entre os planos de cenários mais seguros e mais perigosos, em temas complexos e vitais, não pode haver o “oxalá corra bem!”. É assim em cenários de vida ou morte, no bloco operatório, num cenário de combate, ou num complexo processo de vacinação. Todos sabemos que, em Portugal, somos capazes do melhor e do pior mas, se a vacinação foi a primeira batalha, unanimemente bem sucedida, a segunda será a da nossa economia, liderada por pessoas anónimas nas suas empresas, ou até de cada um de nós nas nossas vidas. A Confiança é um valor humano fundamental. É a partir da Confiança que a relação com os outros acontece. Assim é também nas empresas. O barómetro descobre um otimismo prudente. Muitos sinais positivos sobre o curto-prazo, após enorme resiliência. Algumas dúvidas sobre alguns impactos colaterais. Convenhamos: haverão sempre fatores externos – fora do nosso alcance mudar – mas perante um tamanho quadro de oportunidades a Confiança terá de prevalecer.Exigirá sacrifício, mas por um propósito maior: o do restauro da saúde da nossa economia e da nossa sociedade. Porque existe só um sítio onde se cria riqueza, que é nas empresas. E cabe um papel especial às lideranças empresariais: o papel de restabelecer Confiança neste caminho de retoma!
Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 187) da Executive Digest, no âmbito da XX edição do seu Barómetro.













