A análise de Daniel Bessa, Economista
Cerca de ano e meio após o início da “pandemia das nossas vidas”, com impacto mundial e ainda não terminada, a conclusão mais marcante é que, como em todas as circunstâncias, “a vida continua”: 74,36% dos respondentes tem um plano de negócios pós-COVID bem desenvolvido, mais de 80% do quais já começaram a implementá-lo. “A vida continua”, diferente, exigindo adaptação, de preferência com um plano (de negócios, no caso das empresas). 97,44% confia que 2021 será melhor do que 2020: uns mais, outros menos, mas ninguém pensa o contrário. Como é normal, o investimento encontra-se numa posição de “wait and see”, aguardando que a confiança se confirme um pouco mais. Mesmo assim, se 48,72% afirma que o seu investimento se manterá no 4.º trimestre de 2021 (por comparação com o trimestre homólogo de 2020), 41,03% já afirma a intenção de aumentar o seu investimento. Em matéria de prioridades de gestão, 43,59% afirma a intenção de investir em novos conceitos e em novos produtos, enquanto 35,9% atribui prioridade à qualificação dos seus recursos humanos e das suas unidades produtivas. 74,35% acredita que venham a ocorrer limitações às exportações (a globalização ainda em refluxo), embora a maior parte não acredite que essas limitações possam vir a ser severas. Globalização em refluxo e outras razões levam quase 85% dos respondentes utilizam.
Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 187) da Executive Digest, no âmbito da XX edição do seu Barómetro.









