EDP: «Já houve momentos de maiores nuvens negras»

Debaixo de uma OPA e de algumas nuvens mais cinzentas, a EDP vai continuar a crescer e a investir para se tornar uma companhia ainda mais verde. A garantia é dada pelo CEO António Mexia.

Filipa Almeida

Debaixo de uma OPA e de algumas nuvens mais cinzentas, a EDP vai continuar a crescer e a investir para se tornar uma companhia ainda mais verde. Na apresentação do plano estratégico, em Londres, o CEO António Mexia sublinhou uma e outra vez que a trajectória de crescimento se vai manter. Para isso, o maior foco irá para as renováveis, com a empresa liderada por Manso Neto a anunciar a venda de activos superiores a 4 mil milhões de euros.

«Temos estado a contar uma boa história e vamos continuar a contá-la», reforçou António Mexia perante os investidores, anunciando o investimento de 12 mil milhões nas renováveis até 2022.

«Nós temos crescimento orgânico e não precisamos de comprar crescimento», notou ainda o CEO da EDP, um dia depois de ter apresentado uma quebra de resultados de 53%. Em 2018, o grupo fechou com um prejuízo de 18 milhões de euros no mercado português, resultado, em parte, da elevada fiscalidade e medidas regulatórias.

Apesar disso – e dos últimos episódios por que a companhia tem passado -, António Mexia garante já ter havido momentos de maiores nuvens negras.

Não querendo que a companhia seja boa em tudo e em todo o lado, Mexia acredita que o plano apresentado não é desvio dos anteriores (desde 2006) mas potencia a transformação do grupo no “mais verde” do sector. «Não estamos a mudar a trajectória mas a focar no que acreditamos e no que fazemos melhor», e isso é alinhar pela descarbonização, descentralização e digitalização.

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Texto de M.ª João Vieira Pinto, em Londres, na apresentação da resultados da EDP

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