A chegada de novas aeronaves ao mercado e o ressuscitar da aviação pode ditar uma nova era para o segmento de luxo deste setor. A tradicional “primeira classe”, tende agora a ser substituída por “minisuites”, cercadas de algumas placas com espaço e atenção próprios, mas sem o luxo “over the top” das antigas classes executivas.
Mais do que um exercício de poupança estas cabines são uma garantia de privacidade.
A aviação está a descolar desde junho, depois de uma pandemia que afetou os setor. No mercado europeu, em agosto deste ano, o número de voos comerciais na União Europeia aumentou 48%, com registo de 479 mil voos, em comparação com o mesmo mês de 2020, em plena pandemia, que registou mais de 324 mil voos.
Apesar da recuperação, o número ainda está bem abaixo dos níveis pré-pandemia. Comparando com dois anos antes, as companhias aéreas do bloco mantiveram uma distância de 31,2% relativamente a cerca de 696 mil voos registados em agosto de 2019.
Entre os 27 Estados-membros, Portugal seguiu a tendência europeia e também melhorou, sendo o 9.º país mais próximo de igualar número de voos registado no período homólogo de 2019, embora também mantenha uma quebra de 27%.
Os aeroportos portugueses contabilizaram, em agosto, um total de 29.506 voos, naquele que foi o melhor mês desde outubro de 2019. Uma subida considerável, na ordem dos 40,9%, face aos cerca de 21 mil voos registados no mesmo mês de 2020. A diferença acentua-se mais ao comparar os números com agosto de 2019, em que foram registados 40.481 voos.
Os países da UE com as menores quedas em voos comerciais em agosto de 2021 foram a Grécia (-7% em comparação com agosto de 2019), a Roménia (-18%) e a Croácia (-22%). No fundo da tabela e, portanto, a registar as maiores quebras, está a Finlândia (-60% em comparação com agosto de 2019), a Irlanda (-55%), a Eslovénia (-54%), a Eslováquia (-52%) e a República Checa (-51%).













