As ações da Chinese Estates Holdings, ex-acionista maioritária do grupo Evergrande, dispararam até 32% esta quinta-feira, depois de esta ter anunciado uma oferta privada de compra de ações dispersas na ordem dos 1,91 mil milhões de dólares de Hong Kong, o que pode ser convertido, à taxa de câmbio de hoje, para os 245 milhões de dólares norte-americanos.
A empresa, com sede em Hong Kong, anunciou esta quarta-feira que a família do maior acionista da Chinese Estates, Joseph Lau, havia proposto tomá-la privada, oferecendo aos acionistas minoritários um prémio de 38%, face ao seu último preço negociado.
A oferta representa o mais recente movimento de Lau e da China Estates para emergir da sombra do Evergrande, que está a afundar sob o peso das dívidas aos credores.
A Chinese Estates já tinha reduzido a sua participação de 6,48% para 4,39%, sinalizando uma saída da holding.
Com mais de 300 mil milhões de dólares em dívida, o grupo Evergrande prepara-se para vender 51% da sua unidade de gestão de imobiliário à Hopson Development, por mais de 5 mil milhões de dólares, revela a CNBC.
O gigante imobiliário suspendeu esta segunda-feira o comércio na bolsa de Hong Kong, sem explicar quais os motivos desta decisão.
O preço das ações da empresa caiu cerca de 80% desde o início do ano. Estrangulado por uma dívida de 260 mil milhões de euros, o grupo privado tem vindo a lutar há várias semanas para cumprir os pagamentos.
“A negociação das ações do Grupo Evergrande na China será interrompida”, disse a empresa à bolsa de valores. “Como resultado, o comércio de todos os produtos estruturados relacionados com a empresa será interrompido ao mesmo tempo”.














