Seis em cada 10 empresas portuguesas tem dificuldades têm alguma ou muita dificuldade em preencher as vagas que lançam para o mercado. Na região EMEA, onde se insere Portugal, 72% dos inquiridos assumem dificuldade em atrair talento para as suas empresas, enquanto, a nível Global, esse valor atinge os 69%.
Estes são os dados das questões extra do ManpowerGroup Employment Outlook Survey, que revelam um grande desafio na contratação: 44% dos empregadores portugueses têm alguma dificuldade em encontrar os candidatos certos e 18% sentem muita dificuldade na contratação.
O mercado de trabalho encontra-se “em valores máximos históricos de escassez de talento, com organizações dos mais diferentes setores a sentir dificuldade em encontrar os candidatos com as competências específicas que procuram.” explica Rui Teixeira, Chief Operations Officer do ManpowerGroup Portugal.
Em Portugal, o setor da Construção é aquele onde a escassez de talento é mais sentida, com 89% dos empregadores a manifestar dificuldades em contratar. Nos setores do Comércio Grossista e Retalhista são 69%, Restauração e Hotelaria representa 65% e Indústria 63%.
“Face a esta realidade, observamos hoje um esforço dos empregadores no sentido de repensar os modelos de trabalho e redefinir as suas propostas de valor. Incentivos como a flexibilização do horário de trabalho e a aposta na formação e desenvolvimento de competências, claramente sinalizados como fatores distintivos pelos trabalhadores, ganham hoje crescente protagonismo e concretizam-se como ferramentas fundamentais para as empresas poderem atrair e reter o talento de topo que necessitam”, diz Rui Teixeira.
Formação e desenvolvimento (54%), flexibilidade de horários (46%) e aumentos salariais (43%) são os elementos da proposta de valor em que apostam as empresas nacionais para atrair talento.
As organizações continuam ainda a apostar em programas de upskilling com o intuito de cativar potenciais candidatos e de promover a capacitação da sua base de talento. Disponibilidade de tempo, capacidade de investimento e acesso aos parceiros certos são as principais barreiras ao investimento em ações de upskilling e reskilling.








