Carga fiscal pode levar empresas portuguesas para Espanha, alerta associação das bebidas espirituosas

“Há quem pense já ir destilar para Espanha porque os impostos são muito mais baixos”, diz o secretário-geral da ANEBE.

Revista de Imprensa

A Associação Nacional das Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE) admitiu a preocupação em ver as empresas portuguesas deslocarem-se para Espanha devido à elevada carga fiscal em Portugal. “Há quem pense já ir destilar para Espanha porque os impostos são muito mais baixos”, diz o secretário-geral da ANEBE.

“Temo que haja uma certa deslocalização, aliás, há uma destilaria que está mesmo a pensar nisso, em ir destilar para Espanha, porque, realmente, o imposto é muito mais baixo e a fronteira é ali ao lado”, diz o secretário-geral da ANEBE, João Vargas.

A ANEBE esclarece que, em Espanha, os impostos especiais sobre o consumo são mais baixos, nomeadamente o imposto sobre o álcool e as bebidas alcoólicas. De acordo com o ‘Dinheiro Vivo’, os empresários portugueses pagam 1386 euros por hectolitro contra os 958,94 euros que vigoram em Espanha, ou seja, 427,99 euros por hectolitro menos.

A ANEBE aproveita a proximidade com a discussão do Orçamento do Estado 2022 para alertar para o desequilíbrio fiscal do setor em comparação com Espanha, o que põe em causa a competitividade do setor.

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