A “montanha russa” do petróleo voltou a subir. Os rumores de que a OPEP+ manterá a sua decisão de aumentar apenas em 400.000 barris a sua produção de petróleo bruto, por dia, levou a que os futuros sobre o Brent, o petróleo de referência na Europa, estejam a ser negociados, esta segunda-feira às 15h16 de Lisboa, nos 81, 25 dólares por barril, um recorde que não se via desde 2018.
Já o petróleo WTI está a ser negociado nos 77,83 dólares, por barril, no mercado de Nova Iorque, dias depois de o seu preço ter permanecido estável, batendo o recorde de 2014. Estas subidas acompanham assim a escassez de oferta de energia e dos combustíveis que tem afetado todo o mundo, mas sobretudo a Europa.
Há seis dias, o petróleo Brent subiu 1,35% para os 80,60 dólares, enquanto o WTI cresceu 1,39% para os 76,5 dólares.

OPEP+ assiste parada à “montanha russa”
A OPEP+ vai provavelmente manter acordo existente para adicionar 400.000 barris por dia (bpd) à sua produção em novembro, quando se reunir esta semana, confessaram duas fontes à agência britânica Reuters, apesar de o petróleo ter atingido um novo máximo, ao final de três anos, batendo nos 80 dólares por barril.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados liderados pela Rússia, conhecida como OPEP+, concordaram em julho em aumentar a produção em 400.000 bpd por mês para eliminar gradualmente 5,8 milhões de bpd em cortes. Os países membros concordaram ainda avaliar o acordo em dezembro.
A OPEP+, que tem realizado reuniões regulares, concordou em setembro em continuar com o plano de aumentar a produção no fim de outubro.
O Comité Técnico Conjunto da OPEP+(JTC), que se reuniu na quarta-feira, vê o mercado de petróleo com um ‘superávit’ de 1,4 milhões de bpd no próximo ano, ligeiramente abaixo da previsão anterior de 1,6 milhões de bpd.
No Twitter, o secretário-geral da OPEP, Mohammad Barkindo, escreveu que o atual acordo da OPEP+ está a ajudar a manter o mercado de petróleo equilibrado.
“Do ponto de vista hoje, a decisão e começar a devolver 400.000 bpd ao mercado a cada mês continuam a ajudar a equilibrar a necessidade de aumentos incrementais para atender à procura, enquanto protegemos o mercado contra o potencial de excessos de oferta”, defendeu Barkindo.
O JTC vê o mercado de petróleo em um déficit de 1,1 milhões de bpd este ano, prevendo um crescimento da procura de cerca de 6 milhões de bpd, com um crescimento da procura no próximo ano, alinhado nos 4,2 milhões de bpd.
A OPEP+ reúne-se, por videoconferência, na próxima semana.




