Multinacionais criam Associação Global para a Igualdade LGBTI

A nova associação global, apresentada em Davos no âmbito do World Economic Forum, tem já traçados quatro objectivos para 2020.

Filipa Almeida

Accenture, Deutsche Bank, EY, Mastercard, Microsoft, Omnicom e Salesforce são as fundadoras da Associação Global para a Igualdade LGBTI. As multinacionais juntaram-se para acelerar a inclusão de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais no local de trabalho, oferecendo igualdade de oportunidades a todos os profissionais.

A nova associação global, apresentada em Davos no âmbito do World Economic Forum, tem já traçados quatro objectivos para 2020: recrutamento de 50 a 100 empresas para a implementação dos Padrões de Conduto LGBTI; criação de um quadro de medidas que ajude as empresas a avaliar o alinhamento das suas políticas actuais com os padrões definidos, de modo a compreender melhor o impacto prático destas políticas; desenvolvimento de um repositório com as melhores práticas LGBTI e casos de sucesso de diferentes sectores; e promoção de novas colaborações entre sectores e diferentes partes interessadas.

«As empresas envolvidas nesta iniciativa são um exemplo a seguir na hora de defender os direitos da comunidade LGBTQ no contexto laboral, motivo pelo qual apoio os seus esforços em estender a iniciativa a um maior número de players no sector privado, assim como a comprometer-se com a sociedade civil», comenta Michelle Bachelet, alta comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

Por ano, o custo global da discriminação LGBTI ascende a 100 milhões de dólares (87,6 milhões de euros), segundo um estudo da ONUSIDA de 2017.

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