Em maio de 2020, um grupo de amigos almoçou na casa do advogado Francisco da Cruz Martins, em Cascais, para ouvir André Ventura, deputado e presidente do Chega, e também o seu vice-presidente, Diogo Pacheco de Amorim. Na mesa estavam vários empresários portugueses.
Segundo a revista Sábado, nomes como Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro e então administrador e acionista da TAP, e João Maria Bico Bravo, empresário na área da Defesa e dono do grupo Sodarca eram dois dos nomes mais destacados, presentes neste almoço. “Sete meses depois de ser eleito parlamentar pelo Chega, aquele convívio e encontro de networking de Ventura viria a compensar, traduzindo-se em dezenas de milhares de euros de donativos, onde pontuam contributos de Pedrosa e Bravo, mas não só”, revela a publicação do grupo Cofina.
A informação avançada pela publicação é comprovada pelas faturas apresentadas na Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP).Segundo estes documentos, citados pela Sábado, Humberto Pedrosa, fez uma transferência de 5 mil euros ao partido no dia 17 de junho de 2020. Na altura, ainda pertencia à estrutura acionista da TAP através do consórcio Gateway.
Confrontado pela revista semanas, o empresário assegura que a notícia é “completamente falsa” – “nego veemente que alguma vez ou nalguma circunstância tenha feito qualquer donativo ao Chega”, garante.
João Maria Bravo, que lidera o fornecimento de armas, munições, tecnologia e equipamento militar ao Estado através do grupo Sodarca, também foi outro financiador do partido. Contactado pela Sábado, o empresário limitou-se a sublinhar que “que todos os apoios que prestei ao partido foram dentro da legalidade.”




