A Mota-Engil e a Vinci já formalizaram junto da Atlantia a intenção de exercer o direito de preferência na compra dos 17,21% que o grupo italiano tem na concessionária das duas pontes sobre o Tejo, informou hoje o Jornal de Negócios.
Os dois grupos passam assim a ser os únicos acionistas da Lusoponte, numa altura em que, como explica o Negócios, ” a empresa está em vias de saldar a sua dívida bancária. A concessionária tem previsto efetuar este ano dois pagamentos, através de duas prestações de 14,681 milhões de euros, o que lhe permitirá finalizar o reembolso da sua dívida bancária a pouco mais de oito anos de terminar o prazo da concessão (em março de 2030)”.
No final do ano passado, a dívida financeira da concessionária situava-se nos 29,338 milhões de euros, o que representou uma redução de 29,326 milhões face a 2019, de acordo com as contas de 2020 a que o Negócios teve acesso.
A dívida de curto prazo, que representava 49,99% do total em 2019, passou para os 100% em 2020, assegurando a empresa que o risco de liquidez não se alterou já que o montante a liquidar em 2021 é de cerca de 29,326 milhões de euros, que inclui apenas o reembolso da dívida ao Banco Europeu de Investimentos.
Segundo o mesmo jornal, em 2020, a concessionária conseguiu obter proveitos operacionais de 64,3 milhões de euros, o que representou um decréscimo de 22,43% face aos 82,9 milhões registados em 2019.














