“Chair” em vez de “Chairman”: Ford, General Motors e outras empresas mudam nomenclatura em nome da inclusão

Um estudo publicado, em 2019, concluiu que a redução da utilização de linguagem discriminativa de género “reduz o preconceito e incentiva visões mais positivas sobre as mulheres, os homossexuais e as pessoas transgénero”.

Fábio Carvalho da Silva

Os dois fabricantes norte-americanos Ford e General Motors juntaram-se ao leque de empresas que prefere utilizar o termo “Chair”, em vez de “Chairman”, quando se refere ao lugar ocupado pela pessoa que preside a uma empresa, e que, ao contrário do CEO, se mantém mais distante das atividades diárias da companhia, e mais próximo da representação externa da mesma.

A General Motors, liderada por Mary Barra desde 2015, anunciou esta segunda-feira, num comunicado enviado à imprensa norte-americana, que já tinha feito esta mudança em maio deste ano, mas que “não foi necessária qualquer alteração aos estatutos da empresa”.



” Queremos ser a empresa mais inclusiva do mundo”, conclui a nota de imprensa.

Na semana passada foi a vez conselho de administração da Ford. “Queremos adotar uma linguagem neutra dentro dos princípios da igualdade de género”, explicou a companhia. Bill Ford passa assim a ser apenas “Chair” da empresa.

Várias as empresas nos EUA já decidiram abraçar este conceito. Em março, o gigante bancário JPMorgan adotou o nome “Chair” e emitiu uma norma que alerta para o uso de pronomes femininos ou masculinos, utilizados desnecessariamente.

Um estudo publicado, em 2019, na revista revista académica “Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America” (PNAS), concluiu que a redução da utilização de linguagem discriminativa de género “reduz o preconceito e incentiva visões mais positivas sobre as mulheres, os homossexuais e as pessoas transgénero”.
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