Covid-19: FMI avisa Europa que, se não injetar mais capital nas empresas, vai perder 15 milhões de empregos

“Se as empresas de várias áreas forem mais saudáveis é possível evitar ​​o regresso às “espirais de desgraça ”, escreveram hoje num blog, citados pela Bloomberg, Laura Papi e Alfred Kammer, responsáveis pelo departamento europeu do FMI.

Executive Digest

Os governos europeus “devem injetar fundos nas empresas ou então ajudar por outras vias a criar situações de solvência financeira, se não querem enfrentar uma onda de insolvências que resultará na perda de 15 milhões de empregos”, alertou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI), como escreve a Bloomberg.

O FMI aproveitou ainda para elogiar “os fundos públicos até agora investidos no espaço europeu que já ajudaram a salvar 30 milhões de postos de trabalho”. Por outro lado, a organização internacional relembra que “ainda falta um longo caminho, dificultado pelo número crescente de empresas, sobretudo pequenas e médias, que entraram em processos de insolvência, pelo que é preciso investir ainda mais através de um fundo que misture investimento público e privado a representar 2% a 3% da produção económica europeia”, indica a organização.



“Se as empresas de várias áreas forem mais saudáveis é possível evitar ​​o regresso às “espirais de desgraça ”, escreveram hoje num blog, citados pela Bloomberg, Laura Papi e Alfred Kammer, responsáveis pelo departamento europeu do FMI.

Para evitar armadilhas como “desperdiçar dinheiro público ao tentar salvar empresas inviáveis ​​ou permitir que empresas com apoios sejam mal administradas”, os economistas pedem que a banca “entre em cena”. Uma situação que, no mês passado, Christine Lagarde não considerou viável: “Devemos ter cuidado para não gerar uma nova crise inflacionista”, lembrou a líder do Banco Central Europeu e ex-responsável do FMI, citada pelo Financial Times.

Para Papi e Kammer, o exemplo número um chega de França que “está a desenvolver um programa de empréstimos participativos a ser lançado esta semana”, seguida por Itália que “aposta na injeção de capital privado, apoiada pelo Estado no que toca às pequenas e médias empresas”, e pela Irlanda, onde “o Governo recorre aos privados para avaliar o mercado”, como explica a Bloomberg.

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