Conheça os possíveis candidatos a CEO da Ferrari

Depois da saída de Louis Camilleri do cargo de CEO da Ferrari, alegando “motivos pessoais” ao contrair covid-19 (e recuperar), a marca ainda não encontrou um sucessor, mas a escolha poderá estar entre uma lista de líderes de marcas de luxo.

Executive Digest

Depois da saída de Louis Camilleri do cargo de CEO da Ferrari, alegando “motivos pessoais” após contrair covid-19 (e recuperar), a marca ainda não encontrou um sucessor, mas a escolha poderá estar entre uma lista de líderes de marcas de luxo. Segundo a Bloomberg, o chairman da Ferrari e atual CEO interino, John Elkann, que amanhã apresenta os resultados anuais da empresa, poderá igualmente dar umas luzes sobre a sucessão ou, pelo menos, sobre o perfil que a marca procura neste momento para o cargo de CEO.

Joel Levington, analista da Bloomberg Intelligence, considera que “equilibrar a cultura automóvel da Ferrari com um ambiente em mutação, incluindo restrições regulatórias, será um desafio para o sucessor permanente” da liderança da Ferrari, referindo-se à transição para o novo ecossistema elétrico. 



O último CEO, Louis Camilleri, começou a preparar a mudança do lineup da Ferrari, ao introduzir sete novos modelos de estrada, nos últimos dois anos, que deram um impulso às vendas anuais, atingindo pela primeira vez as 10.000 unidades. Embora a Ferrari já tenha dito prever que 60% das suas vendas sejam de híbridos em 2022, o calendário para a transição para o elétrico total ainda não é conhecido.

Este será, provavelmente, o primeiro desafio do novo CEO da Ferrari, e a Bloomberg indica três nomes como possíveis sucessores de Camilleri. No topo da lista está Marco Bizzarri, CEO da Gucci e arquiteto da reviravolta enorme que a marca teve nos últimos cinco anos. 

Outra hipótese é Stefano Sassi, que depois de ter liderado o grupo de moda Valentino ao longo de 15 anos, abandonou a empresa em maio de 2020. Durante a sua liderança, a Valentino viu as suas receitas aumentadas em mil milhões de euros. O gestor já teve contacto com a Ferrari nos anos 90, quando trabalhava para a Bain & Co. na gestão de projetos estratégicos para esta marca, e também para a Fiat.

A terceira opção apontada pela Bloomberg é Hans GS Hoegstedt, CEO da Tom Dixon desde 2016 até ao princípio de 2020. Este gestor também esteve 11 anos à frente da Prysmian SpA, o maior produtor do mundo de cabos industriais.

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