A Mercedes-Benz está a investir na reorganização da sua rede de cadeia de fornecedores, reunindo esforços para minimizar os custos em várias vertentes. No âmbito desses esforço, o fabricante de Estugarda pretende reduzir os seus custos logísticos em cerca de 20% por cada veículo produzido.
Com a expansão mundial da produção dos automóveis da marca alemã, a Mercedes-Benz viu os seus custos logísticos aumentar significativamente pois muitos dos componentes continuam a vir de vários pontos da Europa, incrementando os custos associados aos processos de envio e as taxas a estes associadas.
De acordo com Markus Schaefer, responsável pela área de produção da Mercedes-Benz, os custos da cadeia de fornecedores podem ser superiores ao de produzir componentes em algumas fábricas da marca, pelo que numa medida para tentar contornar a situação, a marca inaugurou na passada semana um centro de consolidação no qual investiu 90 milhões de euros e onde os componentes de fornecedores europeus são empacotados de novo para que sejam transportados de forma mais eficiente para fábricas na China, Estados Unidos e África do Sul.
O grande desafio para a Mercedes-Benz neste mundo globalizado é a logística inerente à entrega de um componente na fábrica certa, à hora certa. Para tal, é fulcral que as infra-estruturas da marca estejam integradas em rede, proporcionando uma maior produtividade e custos inferiores. O fabricante instituiu um plano piloto numa fábrica húngara que utiliza um sistema de transporte automatizado para movimentar caixas com componentes para as linhas de produção.
Este reajuste faz parte do objectivo da marca de, até 2020, lançar dez novos modelos.





