O Governo federal suíço aperta esta terça-feira as restrições contra a propagação da covid-19, que continua a aumentar em parte do país alpino. Os restaurantes, estabelecimentos culturais e desportivos e locais de lazer têm de fechar portas. Os comércios, por outro lado, podem permanecer abertos, mas com limitação de lotação, especificou a Presidente da Confederação, Simonetta Sommaruga.
O encerramento prolonga-se durante um mês para controlar a propagação do vírus no país. Assim, pelo menos, até dia 22 de janeiro os restaurantes vão estar fechados, com exceções para cantinas e restaurantes de hotéis.
Os estabelecimentos desportivos têm também de fechar portas, mas vai haver exceções, nomeadamente, a realização partidas de equipas profissionais sem espetadores. Os espaços culturais também vão estar fechados, mas as atividades culturais em pequenos grupos ainda são possíveis.
As estâncias de esqui permanecem abertas, mas vão ter de introduzir as mesmas medidas restritivas em relação a restaurantes e lojas. O ministro da Saúde, Alain Berset, alertou os cidadãos e pediu que “pensassem” antes de partirem para a neve, até porque os hospitais já estão lotados.
“A situação epidemiológica é preocupante. O número de contaminações é muito elevado e voltou a aumentar. Hospitais e pessoal médico estão sobrecarregados há semanas, e as férias que se aproximam reforçam o risco de propagação acelerada do vírus”, sublinhou o Conselho Federal da Suíça na semana passada, no dia em que o Governo decidiu endurecer as restrições.
Desde o início da pandemia, a Suíça registou 367.178 novas infeções e 7993 mortes, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins. A Suécia é mais pequena do que Portugal – tem cerca de 8,6 milhões de pessoas.
A entidade responsável pela aprovação de produtos de saúde na Suíça, Swissmedic, anunciou este sábado, dia 19 de dezembro, ter aprovado o uso da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech.
*com Lusa













