Renault revê em baixa expectativas de crescimento global

O abrandamento do crescimento do mercado chinês e a crise económica na Rússia e na América Latina obrigaram a Renault a rever em baixa as suas expectativas comerciais para este ano, apontando agora para um valor de crescimento de 1% face aos 2% que previa inicialmente. Em contrapartida, as perspectivas de vendas para o mercado europeu permanecem em alta, mesmo com o cenário de crise na Grécia, com a Renault a apontar para um crescimento de 5% no Velho Continente, bem como aumento de quotas de mercado no cômputo total da Europa, graças ao lançamento de novos modelos, como…

Daniela Portugal

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O abrandamento do crescimento do mercado chinês e a crise económica na Rússia e na América Latina obrigaram a Renault a rever em baixa as suas expectativas comerciais para este ano, apontando agora para um valor de crescimento de 1% face aos 2% que previa inicialmente.



Em contrapartida, as perspectivas de vendas para o mercado europeu permanecem em alta, mesmo com o cenário de crise na Grécia, com a Renault a apontar para um crescimento de 5% no Velho Continente, bem como aumento de quotas de mercado no cômputo total da Europa, graças ao lançamento de novos modelos, como o Kadjar e a berlina Talisman.

“O fortalecimento da nossa posição na Europa, combinado com o lançamento de novos produtos em 2015, confirmam a nossa capacidade de acelerar o crescimento no segundo semestre”, afirma Jerome Stoll, responsável pelo departamento de operações da marca francesa.

A Renault tem vindo a registar resultados positivos, com as vendas a crescerem 0,7% no primeiro semestre deste ano em relação ao período homólogo do ano passado, com 1.38 milhões de veículos comercializados, a nível global. A Europa foi a única região a registar resultados positivos nas vendas, crescendo 3,9%, enquanto o continente americano e a Euroásia, região na qual a Rússia se incluí, caíram 21% e 10%, respectivamente.

O território russo continua sob influência de um pesado leque de sanções internacionais devido à sua intervenção na Crimeia. Aqui, a queda no mercado automóvel foi de 37% nestes primeiros meses de 2015, revelando as grandes dificuldades pelas quais os construtores automóveis terão de passar na nação liderada por Vladimir Putin.

 

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