O Banco Central Europeu (BCE) quer que a diversidade de género seja um critério efetivo na nomeação de membros para os conselhos de administração das instituições financeiras, num setor ainda dominado predominantemente por homens.
“A diversidade na liderança tem sido reconhecida há muito tempo como uma fator importante para uma governação eficaz”, explica o BCE. Neste momento, apenas 8% dos bancos do bloco têm mulheres na sua liderança.
A organização liderada por Christine Lagarde explicou, em comunicado, que este será um processo com uma o avaliação “apropriada” e que “sempre que a meta não for cumprida, emitiremos uma recomendação para corrigir tais desequilíbrios”.
“Se houver uma clara violação das estratégias de diversidade, talvez seja necessário exigir que os bancos adiram a essas políticas”, acrescentou o banco.
O BCE vai realizar uma consulta pública, antes de emitir qualquer resolução, que, ao que tudo indica, será lançada ainda este ano.
Neste momento, o próprio Audit & Supervisory Board do BCE, composto por 11 mulheres, entre os 34 membros, já o conselho de política monetária do BCE tem apenas duas mulheres, incluindo a presidente Christine Lagarde.
Vários bancos têm criado planos para aumentar o número de mulheres representadas em cargos seniores. No ano passado, o Citigroup Inc. nomeou Jane Fraser como CEO, tornando-a a primeira mulher a dirigir um grande banco de Wall Street. O JP Morgan Chase & Co. mostrou que as principais executivas são candidatas a um dia suceder a James Dimon como CEO.
Na Europa, o Deutsche Bank estabeleceu recentemente uma meta para que as mulheres ocupem 35% dos cargos de direção, Vice-Presidência e Presidência até 2025.
Ana Patricia Botin, CEO do espanhol Santander, é a única mulher a liderar um banco na Península Ibérica.
Em Portugal, desde junho de 2017, que a Lei obriga a uma quota mínima de género de 33,3% nas administrações e nos órgãos de fiscalização das empresas públicas e também nas corporativas cotadas em bolsa.











