O ministro da economia, Pedro Siza Vieira, anunciou esta sexta-feira que o Programa Apoiar, lançado em 2020 para compensação de empresas com 20% na quebra de faturação, será agora alargado. O programa em questão já apoiou mais de 50 mil empresas, com pagamentos de 600 milhões de euros, adiantou.
Segundo o responsável, até ao fim de março será feita a reabertura de candidaturas para o programa Apoiar, pelo período de uma semana. Estão abrangidos por este apoio mais setores do que aqueles que normalmente estariam, nomeadamente a panificação, padaria e fabricação de artigos de pirotecnia.
Adicionalmente, Siza Vieira revela que serão também alargados os apoios a fundo perdido do Apoiar Rendas e do Apoiar + Simples, «a empresários em nome individual sem contabilidade organizada, sem trabalhadores a cargo, bem como o alargamento do Apoiar Rendas a outras formas contratuais que tenham por fim a utilização de imóveis».
O ministro anunciou ainda o aumento dos limites mínimos de apoio em 50% com quebra de faturação superior a 50%, com efeito retroativo. Assim, os novos limites são: Trabalhadores independentes passa de 5 mil euros para 7 mil euros; micro-empresas de 12.500 euros para 18.750 euros; Pequenas empresas de 68.750 euros para 103.125 euros; e médias e grande empresas passa de 168.750 euros para 253.125 euros.
Por último, foi decidida ainda a prorrogação do prazo de carência das linhas de crédito existentes com garantia do Estado por nove meses, bem como a criação de uma linha de crédito para o Turismo no valor de 300 milhões de euros, para empresas com quebras de faturação superiores a 25%.




