O streaming ganha espaço na TV e rádio

Por Manuel Falcão, Director-geral da Nova Expressão – Planeamento de media e publicidade

Executive Digest

Por Manuel Falcão, Director-geral da Nova Expressão – Planeamento de media e publicidade

Segundo o Barómetro de Telecomunicações da Marktest, no final do primeiro trimestre 1509 milhões de pessoas, em Portugal, utilizavam serviços de streaming.



SEGUNDO A MESMA FONTE, A PENETRAÇÃO DESTES SERVIÇOS é sobretudo segmentada por idade e classe social. Enquanto 39,4% dos mais jovens referem possuir serviços de streaming, apenas 1,1% dos mais velhos estão nas mesmas condições. Da mesma forma, entre as classes sociais os valores variam de um máximo de 33,5% entre as mais altas e um mínimo de 10,4% nas classes mais baixas. O Barómetro mostra que, entre os subscritores destes serviços, a Netflix tem destacadamente maior penetração. Por outro lado, o estudo Bareme Rádio da Marktest quantifica, no primeiro semestre de 2019, em 1.848 milhões o número de portugueses que afirmaram costumar ouvir rádio pela Internet, o que é o valor mais alto desde 2011, quando se começou a analisar este indicador. Por perfil de pessoas que costumam ouvir rádio online, a idade apresenta-se como a variável com maior heterogeneidade de comportamentos. Os indivíduos entre os 25 e os 34 anos são os que têm maior afinidade com este hábito, comum a 38,5% deles. Depois deste grupo etário, os valores de penetração vão diminuindo à medida que a idade aumenta, chegando ao valor mínimo de 3% nos indivíduos com mais de 64 anos. A ocupação é também uma variável que regista um comportamento diferenciado. Enquanto nos Quadros Médios e Superiores a penetração deste hábito de ouvir rádio pela Internet é de 43,9%, nos reformados, pensionistas e domésticas a taxa de penetração não vai além de 5%. As classes sociais também apresentam um comportamento relativamente heterogéneo, com os valores a baixar gradualmente de um máximo de 36,3% entre os indivíduos da classe alta para um mínimo de 7,8% entre os da classe baixa. Este aumento veio alterar também a forma como a rádio era encarada pelos anunciantes. Durante muitos anos, a rádio era maioritariamente ouvida no chamado driving time – nos automóveis de manhã e ao fim da tarde, nos trajectos para o trabalho e no regresso a casa. Hoje, constata-se que os horários de audição de rádio estão muito mais diluídos ao longo do dia e no horário normal de trabalho verifica–se um pico do streaming. Estas alterações estão também a provocar modificações na forma de planeamento da rádio e explicam em boa parte o facto de o meio não estar a sofrer quebras de investimento publicitário.

Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 162 de Setembro de 2019

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