Mercedes-Benz revela nova estratégia

A Mercedes-Benz anunciou um novo rumo estratégico que visa alcançar uma maior rentabilidade no segmento de luxo e atingir a liderança em cadeias cinemáticas elétricas e em software de veículos.

Automonitor

A nova estratégia da Mercedes-Benz é um programa abrangente que foi concebido para alavancar a empresa a nível tecnológico e financeiro. Inclui seis pilares:

1 – Pensar e atuar como uma marca de luxo

O luxo foi sempre uma parte integrante da alma da Mercedes-Benz. No futuro, a marca irá dedicar uma atenção renovada ao luxo, tornando-a uma parte integrante de todos os produtos, interações com os clientes e tecnologias digitais.

A Mercedes-Benz irá reformular o seu portfolio de produtos, as comunicações da marca e a sua rede de concessionários para fornecer uma autêntica experiência de luxo, que será elétrica, impulsionada por software e sustentável.

2 – Foco centrado no crescimento da rentabilidade

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A Mercedes-Benz irá tomar medidas para melhorar e ajustar a sua estratégia de vendas. Estas irão incidir na otimização do equilíbrio entre o volume, preço e o canal de vendas para assegurar a melhoria das margens do atual e do futuro portfolio de modelos.

A Mercedes-Benz irá também concentrar os seus recursos de desenvolvimento de produtos e de capital nas partes mais rentáveis do mercado e nos segmentos onde compete, para assegurar uma rentabilidade estruturalmente superior.

3 – Alargamento da base de clientes através do crescimento das marcas subsidiárias

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A Mercedes-Benz é a marca de veículos de luxo mais valiosa do mundo, de acordo com um estudo da Interbrand. Contudo, a Mercedes-Benz também detém marcas subsidiárias extraordinárias: AMG, Maybach, G e EQ.

A nova estratégia irá colocá-las num novo patamar – acelerando o seu desenvolvimento, com planos esclarecedores e específicos para libertar o seu potencial e impulsionar um significativo aumento do EBIT.

A AMG está preparada para avançar para o próximo patamar com uma eletrificação de elevadas prestações, a partir de 2021. As suas ligações à Formula 1 irão também intensificar-se no próximo ano, para refletir a sua identidade de marca subsidiária de elevadas prestações da Mercedes.

A Maybach irá perseguir as oportunidades a nível global, duplicando o seu tamanho e adotando cadeias cinemáticas elétricas. A procura pelo lendário G é superior à sua atual capacidade. Com a marca EQ, a Mercedes-Benz irá atender aos requisitos de novos potenciais clientes com produtos progressivos e tecnologicamente avançados, cuja construção tem por base as arquiteturas elétricas específicas.

4 – Fidelizar clientes e aumentar as receitas recorrentes

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A Mercedes-Benz está empenhada em criar relacionamentos duradouros com os seus clientes. O objetivo consiste em estimular um sentimento de paixão nos clientes por possuírem um Mercedes-Benz e uma sensação de satisfação pelo relacionamento, ao ponto de serem fiéis à marca no longo prazo, ou eternamente.

Agora, a Mercedes-Benz terá como objetivos uma fidelidade ainda mais forte, a maior recorrência de compras e o rápido crescimento em receitas recorrentes – desde serviços e peças até às crescentes atualizações Over-the-Air (OTA) e serviços de subscrição. O crescente número de veículos ligados permite significativas oportunidades de receitas no futuro, pois a quantidade de modelos Mercedes-Benz totalmente ligados em circulação irá atingir a marca de 20 milhões até 2025.

5 – Liderança em cadeias cinemáticas elétricas e software de veículos

A Mercedes-Benz tem como objetivo assumir a liderança em cadeias cinemáticas elétricas e em software de veículos com ambiciosas metas de desenvolvimento de produtos e a acelerada introdução de novas tecnologias. No âmbito da sua estratégia »Electric First«, a Mercedes-Benz anunciou quatro novos veículos totalmente elétricos com base na sua futura arquitetura de veículos elétricos de grande dimensão (EVA – Electric Vehicle Architecture). O limousine de luxo EQS é o primeiro representante desta nova arquitetura específica e será lançado no mercado em 2021 com uma autonomia elétrica superior a 700 km (WLTP).

Posteriormente seguir-se-ão o EQE, o EQS-SUV e o EQE-SUV. Além disso, os modelos da AMG, da Maybach e G serão eletrificados. A partir de 2025, vários outros modelos serão adicionados ao portfolio de veículos elétricos na segunda plataforma totalmente nova específica de veículos elétricos, a Mercedes-Benz Modular Architecture (MMA) concebida para modelos compactos e de média dimensão.

A Mercedes-Benz irá alocar ainda mais os seus recursos de desenvolvimento de produtos e competências ao desenvolvimento de cadeias cinemáticas elétricas, e irá investir em novas tecnologias e conceitos para aumentar a autonomia elétrica e a eficiência. A próxima geração dos motores elétricos será desenvolvida internamente e irá integrar um inversor sofisticado e tecnologia de alta tensão.

A empresa está a avançar rapidamente no que diz respeito à tecnologia de baterias – com as ações internas de investigação e desenvolvimento de baterias em estreita parceria com os importantes parceiros estratégicos CATL, Farasis e Sila Nano. Novos materiais e processos de produção irão aumentar a autonomia, reduzir o tempo e o custo de carregamento.

A Mercedes-Benz também anunciou um empolgante novo avanço no desenvolvimento de veículos elétricos, com o programa de tecnologia Vision EQXX. O objetivo consiste em construir um veículo elétrico com excelentes eficiência e autonomia. A Mercedes-Benz delegou a um dos seus grupos de engenheiros a tarefa de expandir os limites da autonomia e da eficiência elétrica com uma equipa multifuncional e multidisciplinar sedeada em Estugarda, apoiada por especialistas do grupo Mercedes-Benz F1 HPP no Reino Unido, que trazem competências em motores elétricos e rapidez de desenvolvimento inspiradas no desporto automóvel.

Com programa de tecnologia, prevê-se que o Vision EQXX resulte em inovações que rapidamente sejam implementadas em veículos de produção em série.

No domínio do software de veículos, a Mercedes-Benz anunciou o seu sistema operativo MB.OS de uso exclusivo. Este será desenvolvido internamente e o seu lançamento está previsto para 2024. Irá permitir à Mercedes-Benz centralizar o controlo de todos os domínios dos veículos e também de todos os interfaces dos seus consumidores.

O desenvolvimento de software de uso exclusivo irá permitir uma maior rapidez, atualizações mais frequentes e será concebido com arquiteturas escaláveis que irão controlar os futuros custos de desenvolvimento.

6 – Menores custos de base e redução do impacto ambiental industrial

A Mercedes-Benz irá melhorar a sua rentabilidade, a geração de capital e adotar medidas para preparar o futuro e acelerar a transição para as cadeias cinemáticas elétricas. Os acontecimentos de 2020 confirmaram que o ponto de equilíbrio financeiro da empresa é demasiado elevado e, com os desafios de transformação que irá enfrentar, serão necessárias medidas adicionais.

A Mercedes-Benz irá, portanto, tomar novas medidas significativas para reduzir os custos de base e reduzir o impacto ambiental industrial no período até 2025.

Os custos fixos irão sofrer um corte em mais de 20 % até 2025 em termos absolutos comparativamente aos valores de 2019, através da redução dos gastos, de ajustes da capacidade e da redução de custos com pessoal. O capex e os gastos em investigação e desenvolvimento também serão reduzidos em mais de 20 % até 2025 comparativamente a 2019.

Até 2025, os custos variáveis anuais serão reduzidos em 1 % em termos líquidos comparativamente aos níveis de 2019, e os objetivos de redução de custos de material serão aumentados e prolongados. Este objetivo exclui os efeitos de uma maior percentagem de veículos elétricos no portfolio de modelos da marca.

Nova estratégia e metas financeiras

Com a sua abordagem reorientada, a nova estratégia da Mercedes-Benz deve proporcionar uma melhoria das vendas através de uma melhor combinação de produtos e de preços, um melhor portfolio de produtos e um crescimento das receitas recorrentes.

Estes desenvolvimentos, quando combinados com as ações significativas em termos de custos e do impacto ambiental industrial, devem estimular um nível de rentabilidade estruturalmente superior.

Até 2025, a Mercedes-Benz AG pretende atingir uma taxa de rentabilidade de cerca de 5 a 9 %, mesmo em condições de mercado desfavoráveis. A empresa tem a ambição de atingir uma margem de dois dígitos num forte ambiente concorrencial.

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