O matemático e epidemiologista Óscar Felgueiras considera que o confinamento e outras medidas restritivas, bem como os comportamentos preventivos adotados pelos portugueses, estão a ter um forte impacto na redução da curva de infeções.
“Estamos a ter uma descida de casos nunca antes vista, nem sequer na primeira vaga, nem sequer em novembro”, disse o especialista na SIC Notícias. “O ritmo de descida atual é incomparável com qualquer altura”, sublinhou.
Segundo Óscar Felgueiras, a queda do número de infeções pelo novo coronavírus vai ser “mais clara nos próximos dias”. É “uma tendência que se deverá manter”, o que “tem a ver com as medidas restritivas e também com o comportamento da população”, como o uso de máscara e o distanciamento físico, esclareceu o perito.
Quando será, então, a melhor altura para começar a desconfinar? O matemático e epidemiologista respondeu que o patamar dos dois mil casos diários é um “patamar confortável” para aliviar as medidas restritivas impostas pelo Governo.
“Agora a questão é: quanto tempo é que demoramos a chegar lá?”. O perito considera que, se o ritmo atual de descida de casos se mantiver, tal pode ser conseguido “dentro de duas semanas a três semanas”, tendo em conta que se mantêm “as medidas atuais”.
Óscar Felgueiras alertou ainda para um desconfinamento “faseado”, “para que não se passe rapidamente para uma situação mais difícil de controlar”.




