António Costa sobre vacinas: «Estamos todos dependentes da produção da indústria farmacêutica»

“É essencial que cada um aguarde serenamente pela sua vez para ser vacinado”, disse Costa, pedindo calma e paciência.

Mara Tribuna
Fevereiro 5, 2021
10:30

O primeiro-ministro, António Costa, esteve esta sexta-feira de manhã no hospital CUF Tejo, em Lisboa, onde juntamente com a ministra da Saúde, Marta Temido, prestou declarações sobre o Plano Nacional de Vacinação em Portugal. “Toda a população há de ser vacinada. Agora, há uma realidade que temos todos de compreender: estamos todos dependentes, a montante, da produção por parte da indústria [farmacêutica]”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

Ainda assim, Costa reforçou os esforços das gigantes farmacêuticas que produziram, desenvolveram e comercializaram vacinas contra a covid-19 em tempo “recorde”. “Foi algo absolutamente extraordinário”. “Nunca ninguém em março – quando surgiu o primeiro caso – ia adivinhar que já existiam vacinas um ano depois”, sublinhou.



O chefe do Governo alertou ainda que, para erradicar a pandemia, é preciso fazê-lo não apenas em Portugal, mas à escala “europeia” e também “global”, o que representa mais um “desafio” no combate à pandemia e “um esforço enorme”. Neste sentido, destacou a cooperação dos Estados-membros da União Europeia.

“Só retomaremos a normalidade da nossa vida” quando todos estivermos vacinados ou, pelo menos, 70% da população, atingindo-se a imunidade de grupo. Para acelerar esse processo, “é fundamental que a indústria consiga aumentar a capacidade de produção” de vacinas, reiterou.

“É essencial que cada um aguarde serenamente pela sua vez para ser vacinado”, disse ainda Costa, pedindo calma e paciência. A convocatória para receber a vacina contra a covid-19 “há de chegar” através de “SMS, telefonema ou carta”. Neste sentido, reforçou que, até lá, todos “temos de saber gerir a ansiedade, que é naturalmente legítima”.

O governante garantiu também que os privados estão a ajudar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Uma coisa é a grande agitação do debate político, outra coisa é a realidade”, afirmou, garantindo que os hospitais privados têm estado “mobilizados” para apoiar os hospitais públicos.

Há, neste momento, 53 acordos em todo o país com instituições do setor privado e social, 13 dos quais exclusivamente dedicados à covid-19.

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