Os pacientes infetados com Covid-19 mostram ser mais infeciosos um dia antes de desenvolverem os sintomas da doença, revela um estudo matemático francês, citado pelo ‘Daily Mail.
Os investigadores usaram um modelo de computador para processar dados sobre a carga viral – a quantidade de coronavírus com o qual uma pessoa está infetada – e a forma como a mesma diminui durante a infeção.
Estudos anteriores descobriram que a carga viral está em linha com a infecciosidade e também aumenta a probabilidade de morte, o que significa que uma pessoa infetada com uma grande quantidade do vírus no seu sistema é mais infeciosa e também tem maior risco de morrer por Covid-19.
A equipa responsável pelo estudo observou ainda que a quantidade de vírus no sistema de uma pessoa demora mais tempo para diminuir em pacientes mais velhos, levando a uma luta prolongada contra a doença viral.
Dados de 655 pacientes internados num hospital francês em março de 2020 foram analisados por cientistas, liderados pela Universidade de Paris. Dos pacientes estudados, 40% receberam oxigenoterapia, 144 foram admitidos na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e 78 morreram.
Modelos matemáticos complexos permitiram aos investigadores rastrear retrospetivamente o curso da infeção de um paciente para entender a forma como o vírus se comporta no organismo.
Dinâmicas como a carga viral, duração da eliminação viral e mortalidade foram todos considerados nas equações. O tempo médio para o desenvolvimento dos sintomas foi calculado em sete dias após a infeção.
“Prevemos que o pico de carga viral acontece um dia antes do início dos sintomas, em média», escreveram os investigadores no seu estudo, publicado na revista académica ‘Proceedings of the National Academy of Sciences’ (PNAS).
No entanto, a equipa acrescenta que o tempo entre a captura do vírus e o surgimento dos primeiros sintomas é menor para pessoas com cargas virais mais elevadas. Isto sugere que os pacientes admitidos logo após o início dos sintomas tinham uma carga viral mais alta em comparação com os pacientes que chegaram mais tarde no decorrer da sua infeção.
O estudo também mostra que em pacientes com 65 anos ou mais, 59% das suas células eram menos capazes de erradicar o vírus em comparação com pessoas mais jovens. Como resultado, os seus organismos demoraram 16 dias, após os primeiros sintomas, para começar a eliminar o vírus do seu sistema, em média. Para pacientes mais jovens, tal ocorre em apenas 13 dias.




