Apenas 22 mil pais e encarregados de educação afetados com o fecho de escolas, solicitaram os apoios da Segurança Social, segundo Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho. A responsável avançou com este número em breves declarações aos jornalistas depois da reunião desta quarta-feira com da Comissão Permanente de Concertação Social.
«Temos 22 mil pedidos relativamente a estes quinze dias, que foram apresentados no início do mês», anunciou a ministra, um número que corresponde a pouco mais de um décimo daquele que se registou no último confinamento de março e abril de 2020, cerca de 170 mil.
Este apoio destina-se a pais que se vejam obrigados a ficar em casa a tomar conta dos filhos, em virtude do encerramento das escolas decidido pelo Governo e que está em vigor desde o dia 15 de janeiro. A partir do próximo dia 8, retomam as aulas mas à distância.
Desta forma, os pais têm assim assegurado cerca de dois terços do seu salário, repartidos entre Segurança Social e empregadores, nos mesmos moldes em que vigorou a ajuda no ano passado.
Na mesma declaração a ministra deu ainda cota de outros dados, nomeadamente no que diz respeito a outros apoio ao restante universo de trabalhadores. «No total, temos, entre pedidos ao abrigo do lay-off simplificado e ao abrigo do apoio à retoma, temos 54 400 pedidos de empresas para estas medidas de apoios à manutenção de emprego neste contexto de confinamento, abrangendo no total cerca de 281 mil trabalhadores», revelou.
Este número é também mais baixo do que aquele que se verificou no primeiro confinamento, uma vez que em maio só as renovações do lay-off simplificado chegaram a abranger mais 624 mil trabalhadores, segundo dados já revelados anteriormente pelo Governo.
Por último, Ana Mendes Godinho anunciou dados sobre os pedidos de apoio apresentados por trabalhadores independentes e sócios-gerentes de microempresas. «O apoio ficou disponível no site da Segurança Social no dia 1 de fevereiro, e até ao momento temos 49 mil pedidos – isto, em cerca de um dia e meio», revelou. Aqui sim a procura está a mostrar-se mais elevada.














