O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, disse esta sexta-feira que perante a situação epidemiológica verificada em Portugal eram necessárias medidas “mais exigentes do ponto de vista do controlo dos movimentos e fluxos sociais”.
Ainda assim, salienta que são precisos “dados mais sólidos para fundamentar uma leitura mais correta” e, neste sentido, espera pela reunião do Infarmed com os especialistas e políticos na próxima terça-feira, dia 12 janeiro.
“Todavia, os números que são conhecidos e a previsão do crescimento dos números nos próximos dias exigem, naturalmente, a adoção de medidas mais exigentes do ponto de vista do controlo dos movimentos e fluxos sociais, laborais e atividade económica”, começou por dizer, depois da reunião com o primeiro-ministro, António Costa.
Segundo o responsável, são medidas que estão a ser avaliadas pelo Governo, juntamente com as autoridades de saúde e fazem prever o regresso a um plano de atuação mais restritivo.
“Os dados mostram também uma progressão da procura pelos serviços hospitalares e dos cuidados intensivos”, afirmou o deputado. O socialista discorda do encerramento das escolas, defendida há instantes pelo presidente do PSD, Rui Rio. Pediu ainda ao Governo mais “medidas de apoio ao emprego”.
No que toca ao possível adiamento das eleições, José Luís Carneiro diz que “não há condições para uma revisão constitucional” e que o PS sempre defendeu a “salvaguarda da Constituição e da vida democrática”. Neste sentido, o secretário-geral adjunto apelou às juntas de freguesia e às câmaras municipais para criarem o “maior número de locais de voto”, de modo a “não concentrar demasiados eleitores nos mesmos locais”.
Costa está a receber esta tarde, em São Bento, as delegações do PSD, Bloco de Esquerda, PCP, CDS-PP e PS sobre a possibilidade de serem tomadas medidas mais restritivas para combater o aumento de casos em Portugal. No sábado, será a vez de o Governo se reunir com as restantes forças políticas com representação parlamentar: PAN, PEV, Chega e Iniciativa Liberal.
Esta quinta-feira, em conferência de imprensa, o primeiro-ministro referiu que os números relativos aos novos contágios indiciam “um agravamento da situação epidemiológica” no país.







