Os vencedores e vencidos do ano da pandemia: Internet sobe e Petrolíferas descem

No geral, mesmo depois de uma quebra profunda em Março, o índice S&P 500 chegou ao final de 2020 com um aumento de 16,3%.

Executive Digest

A crise provocada pela pandemia de COVID-19 não foi má para todos. Embora a percepção geral seja de impactos negativos nos negócios e na economia, há empresas com resultados positivos e que parecem até ter prosperado na companhia do novo coronavírus. Uma análise elaborada pelo site VisualCapitalist mostra quais os vencedores e quais os vencidos, com base no mercado bolsista dos EUA – um dos maiores do Mundo.

No geral, mesmo depois de uma quebra profunda em Março, o índice S&P 500 chegou ao final de 2020 com um aumento de 16,3%. O sector das aplicações de software foi o grande vencedor deste ano de pandemia, com a Shopify a destacar-se: crescimento de 178%, ao longo do último ano.

Seguem-se retalho na internet (Pinduoduo com mais +331%), materiais de base como aço ou químicos (Albermarle com +103%), transporte e logística (Cryport com +165%) e semicondutores (Nvdia com +188%). Os sectores com algum tipo de associação à tecnologia parecem ter sido particularmente beneficiados.

Já no campo dos vencidos, o primeiro lugar da lista é ocupado pelas petrolíferas. Segundo a mesma análise, mesmo antes da pandemia, a Arábia Saudita e a Rússia preparavam-se para uma guerra global relativamente ao preço do petróleo. A COVID-19 veio complicar ainda mais o cenário. Neste caso, a BP foi a empresa que mais sofreu na bolsa norte-americana, com uma descida de 46%.

A lista de sectores mais afectados conta ainda com bancos (Wells Fargo com -44%), mercado imobiliário de retalho (Simon com -41%), companhias aéreas (United Airlines com -52%) e área aeroespacial/defesa (Boeing com -36%).

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