Dois terços dos portugueses que Eduardo Cabrita não tem condições para continuar no Governo, atendendo à forma como lidou com o caso do homicídio de Ihor Homeniuk às mãos do SEF, segundo revela a mais recente sondagem Aximage para a TSF, JN e DN, divulgada esta quinta-feira.
Para 65% dos cidadãos, depois de analisarem o que aconteceu ao cidadão ucraniano Ihor Homeniuk, a 12 de março, no aeroporto de Lisboa, o ministro da Administração Interna (MAI) já não tem condições de se manter no cargo. Entre os que querem ver Eduardo Cabrita de saída do Ministério que tutela o SEF destacam-se os residentes no Porto e os do Norte, entre os que têm rendimentos mais elevados.
97% dos inquiridos conhecem ou já ouviram falar deste caso. A conclusão de que o ministro não deve continuar é quase unânime em todos os segmentos da amostra: faixas etárias, regiões, classes sociais (exceto os mais pobres) e eleitorados partidários.
Assim, a sondagem mostra que este descontentamento se estende também aos eleitores socialistas, já que 52% admitem que o ministro deve sair.
Importa recordar que o caso do homicídio de Ihor Homeniuk concentrou todas as atenções em novembro passado, na sequência da acusação do Ministério Público contra três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), por homicídio qualificado, e da conclusão do inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna, que abriu processos disciplinares a mais nove inspetores daquele serviço de segurança que por ação ou omissão também contribuíram para a morte de Ilhor Homeniuk.














