O próximo ano deve trazer um aumento de 700 milhões de euros nas rendas da eletricidade pagas através da fatura mensal, sendo esta uma das maiores subidas neste indicador, noticia o ‘Correio da Manhã’ (CM).
Entre 2015 e 2019 os gastos nesta matéria apresentaram reduções, mas, avança a publicação, em 2021, pode esperar-se que a despesa suportada pelos consumidores atinja os 2,1 mil milhões de euros, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que calculou os Custos de Interesse Económico Geral (CIEG).
Estes números correspondem assim a um aumento de 41% face a este ano, segundo o parecer do Conselho Tarifário, órgão que representa as empresas de energia e associações de consumidores. Esta subida, explica, é um resultado «do agravamento da despesa da Produção em Regime Especial (PRE)», que disparou de 883 milhões de euros para 1,5 mil milhões de euros, uma subida de 70%.
Apesar desta subida, vai verificar-se uma redução de 0,6% das tarifas de eletricidade para 979 mil clientes do mercado regulado. Fatores como o acréscimo da transferência de verbas da taxa paga pelas empresas de energia (Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético), são decisivos nesta descida.










