O Governo do Reino Unido emitiu esta segunda-feira uma ordem de confinamento para todas as galinhas, perus e outras aves a partir do próximo dia 14 de dezembro, no sentido de travar a propagação do vírus que causa a gripe aviária, segundo a ‘BBC’.
Os veterinários da Inglaterra, Escócia e País de Gales pediram ao Governo que tomasse esta decisão na sequência de uma série de casos da doença terem sido detetados em aves selvagens e em cativeiro, apesar de o executivo considerar que o risco de contágio para humanos é «muito baixo» e que «não deve afetar o consumo de produtos avícolas».
Num comunicado conjunto, os principais veterinários do país disseram que é necessária uma «ação rápida». «Quer tenha apenas alguns pássaros ou milhares, a partir de 14 de dezembro, será legalmente obrigado a mantê-los dentro de casa ou a tomar medidas adequadas para que estejam separados das aves selvagens», refere a nota.
«Não tomámos esta decisão de ânimo leve, mas é a solução mais eficaz para proteger os seus pássaros desta doença altamente infeciosa», acrescentaram os especialistas num comunicado citado pela ‘BBC’.
Well we have to be looking out for this too. The good thing is that a number of borders are closed so it should slow down the rate of spread.
Bird flu: All captive birds in Britain to be kept indoors amid outbreak https://t.co/l4bnkU2SISContinue a ler após a publicidade— RoostersWorldja (@RoostersWorldja) December 5, 2020
Foram registadas já algumas mortes de pessoas fora do Reino Unido relacionadas com certas estirpes da doença, mas a H5N8, que respeita à maior parte dos casos atuais no país, não infetou nenhum ser humano em todo o mundo até ao momento, segundo as autoridades.
Uma quinta de perus em Norfolk faz parte daquelas que descobriram ter tido um surto da estirpe de gripe aviária H5N8, com os animais a ser abatidos para evitar a propagação.
Embora as notícias sejam de particular preocupação para os criadores de aves no período que antecede o Natal, as novas regras serão aplicadas a todos os proprietários destes animais no Reino Unido. Para já ainda não foi definida nenhuma data para o término da medida, com as autoridades a dizer que será feita uma «revisão regular».






