Patrick Drahi anunciou em Setembro a intenção de comprar a participação dos restantes accionistas da Altice Europe, numa operação que poderá ascender a 2,5 mil milhões de dólares. Porém, nem todos estão contentes com esta possibilidade.
É o caso do Winterbrook Capital, fundo britânico que avançou com um processo legal nos Estados Unidos da América no sentido de forçar a divulgação dos documentos sobre o negócio – que resultaria na privatização total de todas as empresas de telecomunicações que a Altice detém em Portugal, França e Israel.
Neste momento, Patrick Drahi tem uma participação de 78% da multinacional, mas quer o total das acções só para si. Ofereceu, por isso, 4,11 euros por acção aos investidores minoritários.
Segundo o Financial Times, a administração recomendou a oferta, mas os fundos de investimento associados à Altice não aceitam o negócio. A mesma publicação refere que estes fundos, incluindo o Winterbrook, acusam Patrick Drahi de tirar partido de um declínio temporário do valor das empresas de telecomunicações europeias na sequência da pandemia de COVID-19, às custas dos investidores minoritários.
O Winterbrook considera que esta operação desvaloriza drasticamente o valor real de activos como a SFR, empresa francesa de telecomunicações.
A Altice, por seu turno, garante que os objectivos são outros: “Existe um racional claro para a transacção, que irá permitir à companhia focar-se na sua estratégia a longo prazo… A transacção valoriza a Altice Europe acima dos seus pares na indústria das telecomunicações”, indica a empresa numa nota ao Financial Times.








