Unilever testa semana de trabalho de quatro dias

Unilever tornou-se a mais recente grande empresa a entrar no movimento da semana de trabalho de quatro dias, dando crédito à ideia de que o trabalho flexível, imposto pela pandemia da Covid-19, veio para ficar.

Simone Silva

Unilever tornou-se a mais recente grande empresa a entrar no movimento da semana de trabalho de quatro dias, dando crédito à ideia de que o trabalho flexível, imposto pela pandemia da Covid-19, veio para ficar, segundo a ‘CNN’.

O teste começa já neste mês de dezembro e terá a duração de cerca de um ano. A gigante do consumo dispõe de 81 funcionários no país, que terão permissão para trabalhar em horários reduzidos com pagamento integral, já que a University of Technology Sydney, na Austrália, ajuda a monitorizar todo o progresso.



A Unilever acredita que, se tudo correr bem, vai considerar a possibilidade de mudar o seu fluxo de trabalho numa escala mais ampla. «Esperamos que o teste faça com que a Unilever se torne a primeira empresa global a adotar formas de trabalho que proporcionem benefícios para a equipa e para os negócios», disse Nick Bangs, diretor-executivo da Unilever Nova Zelândia, em comunicado.

«Este é um momento emocionante para a nossa equipa e uma validação do papel crucial que a Covid-19 desempenhou em transformar as práticas de trabalho padrão», acrescentou o responsável.

A Unilever não é a primeira empresa a adotar a prática na Nova Zelândia. Em 2018, a empresa local Perpetual Guardian, que ajuda os clientes a administrar os seus testamentos e propriedades, também realizou um teste de dois meses. Segundo a empresa a medida teve tanto sucesso que mais tarde foi implementada de forma mais ampla.

Bangs referiu que a sua equipa foi inspirada pelas descobertas daquele caso e começou a «acreditar que as velhas formas de trabalhar estão desatualizadas».

Grandes empresas em outros locais também estão a começar a aderir à tendência. No ano passado, a equipa da Microsoft ( MSFT ) no Japão fez experiências ao encerrar os seus escritórios todas as sextas-feiras de agosto, dando a todos os funcionários um dia de folga extra por semana.

Os resultados foram promissores: embora a quantidade de tempo gasto no trabalho tenha sido reduzida drasticamente, já a produtividade – medida pelas vendas por funcionário – aumentou quase 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a empresa.

As semanas de trabalho de quatro dias têm sido apontadas como uma forma de melhorar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Recentemente, algumas empresas começaram a experimentá-lo para ajudar a combater o esgotamento causado pelos desafios de trabalhar durante a pandemia.

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