Passageiros que fiquem menos de 72 horas num destino devem estar isentos de quarentena, defendem especialistas

A recomendação conjunta para a isenção da quarentena em viagens de curta duração é lançada pela Agência para a Segurança da Aviação europeia (EASA) e pelo Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).

Simone Silva

Duas agências da União Europeia (UE) recomendam que os passageiros aéreos que viajem para um determinado destino ficando menos de 72 horas, não têm de cumprir o período de quarentena obrigatória exigido em virtude da pandemia da Covid-19, avança a ‘Euronews’.

A recomendação conjunta para a isenção da quarentena em viagens de curta duração é lançada pela Agência para a Segurança da Aviação europeia (EASA) e pelo Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).

Esta questão surgiu na sequência da agência de saúde da UE ter defendido, na quarta-feira, que obrigar os viajantes aéreos ao cumprimento da quarentena «não é recomendado», pois não é uma «medida eficaz de saúde pública».

A mudança, que muitos dos setores de negócios e viagens estão a apoiar, poderia sinalizar o regresso das viagens internacionais de negócios, oferecendo assim  um impulso económico significativo na crise de saúde pública do novo coronavírus. A proposta está em estudo ativo pelo governo do Reino Unido, de acordo com o Relatório da Global Travel Taskforce.

As diretrizes da EASA/ECDC consideram a probabilidade reduzida de infeção para aqueles que viajam por períodos curtos de tempo (72 horas ou menos) e onde o contacto com a população local é limitado e as interações sociais evitadas ao máximo.

Continue a ler após a publicidade

Os especialistas sugerem que esses viajantes não devem ser submetidos a quarentenas e/ou testes à Covid-19, a menos que apresentem quaisquer sintomas do vírus. Os órgãos recomendaram ainda que todos os que viajam devem garantir que cumprem as regras de distanciamento social para proteger-se a si próprios e a outras pessoas ao seu redor.

Gloria Guevara, presidente e CEO do World Travel & Tourism Council, disse: «O regresso das viagens de negócios internacionais é crucial para dar o pontapé inicial na recuperação económica global, já que no ano passado, as viagens de negócios internacionais de entrada na Europa contabilizaram 99,8 mil milhões de euros».

Para a responsável as diretrizes da EASA/ECDC seriam «um passo significativo» para conseguir esse regresso. «A perda de viagens internacionais de negócios deixa as companhias aéreas especialmente expostas, particularmente em rotas altamente competitivas de curta distância e transatlânticas, que dependem delas para a maioria dos seus lucros», acrescentou.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.